Domingo, 29 de Abril de 2012

ENTREVISTAS DESPORTOAVEIRO (31) / Rafael Peixinho (Illiabum Clube)

 

«Ser treinador de minibasquete é uma coisa que fascina bastante!»

 

 

Apesar de ainda jovem, já tens um percurso com muito para contar no Illiabum. Como é que entraste para o clube?

Entrei no clube com cerca de 13 anos sem saber o que era basquete. Comecei a ir aos jogos do Illiabum com o meu pai e comecei a interessar-me por jogar. Iniciei assim a minha vida como jogador no Illiabum e com isso comecei a entrosar-me mais por dentro do clube, sempre com muita vontade de ajudar. Já no meu quinto meu 5º ano de basquete, recebi o convite para ajudar no minibasquete do clube como mero monitor. Aí, comecei uma nova fase no Illiabum,  que me foi ocupando mais tempo no clube e ao mesmo tempo fez-me repensar se deveria ou não continuar a jogar. Já estou ligado ao minibasquete do Illiabum há cinco anos e tenho adorado!

 

Como atleta, quais as melhores recordações que guardas do Illiabum?

A minha estadia como atleta não foi muito longa, cerca de 8 anos, não mais. As recordações são muitas, desde os momentos mais altos, como as derrotas mais difíceis de digerir. Recordo-me de três pontos cruciais: o primeiro, quando em Iniciados B, estávamos a jogar uma fase distrital e éramos a segunda melhor equipa a par com o Senhorinhense, de Sever de Vouga. Tínhamos tido resultados positivos em todos os jogos, ou seja, vitórias. Desloca-mo-nos a Sever de Vouga num dia chuvoso para jogar a primeira "final" para tentar ficar a frente e perdemos por cinco pontos, num jogo muito duro e que deixou varias mazelas em muitos de nós. Continuámos o campeonato com vista ao primeiro lugar, pois cinco pontos não eram nada. Chegou esse dia! Decidimos colar cartazes, chamar amigos, pais e familiares para virem ver o jogo que foi bastante equilibrado. Acabamos por sair vencedores por seis pontos e foi o delírio, com direito a mergulho para o piso e tudo! Éramos crianças! O outro ponto crucial foi uma deslocação a Anadia, já não me recordo muito bem se foi em juniores ou em cadetes, num jogo em que entrámos muito mal e por isso fomos para o intervalo a perder por 20. O nosso treinador na altura, Paulo Mamede, colocou uma defesa Zona 1-3-1 e acabámos por ganhar por vinte pontos! Para terminar e não menos Importante, o meu último jogo, contra a Oliveirense. Joguei apenas um minuto, e consegui fazer uma jogada maluca em 5 segundos e marcar 2 pontos, foi o delírio nas bancadas! De uma coisa não me posso queixar no Illiabum, é da falta de carinho por todos. Terminou assim a minha curta carreira.

 

Porque decidiste continuar a não jogar?

Bem, o jeito não era muito, estava a entrar numa fase muito especial da minha vida, com a Universidade, jogava pouco tempo e decidi que era o fim da minha vida como jogador.
Pensei que deveria haver algo em que me enquadrasse melhor e onde fosse melhor do que jogar basquete e…parece que encontrei.

Foste também o fundador de duas claques do Illiabum...

Fui fundador da claque «Yellow Gang», claque que durou cerca de três, e depois fundei a «Yellow Gang» com um grupo de rapazes «cinco estrelas», amigos do clube, formando assim a «Yellow Fanatics», a última claque do Illiabum. Foram quatro anos de alegria e o prazer de apoiar a equipa era enorme. Mas tudo tem um fim e muitas vezes não aguentamos a pressão e preferimos largar o «barco», pois, não sendo entendido dentro do grupo torna-se difícil satisfazer a toda a gente. Mas foi um marco muito importante na minha vida, sem qualquer dúvida! 

 

Como é que surgiu a possibilidade de colaborares com o minibasquete do clube?

Como já expliquei, surgiu através de um convite para ser monitor, pois estava bastante ligado ao clube e tinha gosto em trabalhar com os mais pequeninos. Já lá vão cinco «anitos» a formar pessoas e alguns jogadores.

 

O facto de, ainda muito novo, já exerceres funções de monitor de minibasquete, significa que queres seguir a carreira de treinador?

Sim, já foi uma das coisas em que pensei bastante.  Para já, é esse o meu objectivo, depois de jogador e de árbitro oficia,l estou neste momento direccionado para a carreira de treinador, pelo menos tentar sê-lo. Já era para ter tirado o curso, mas estou a espera que a Associação de Basquetebol de Aveiro decida fazer um curso de nível 1 mais pertinho, pois o último foi em São João da Madeira. Quem sabe se não terei futuro como treinador! Mais que não seja, como treinador de minibasquete que é uma coisa que me fascina imenso, pois ver um miúdo que chegou ao clube sem saber «driblar» e ver a sua evolução é um sentimento fantástico! Veremos o que o futuro me reserva.

 

Que mensagem queres deixar aos adeptos do Illiabum?

Aos adeptos do Illiabum tenho muito pouco a dizer... "fácil é falar, difícil é actuar". Ouço alguns dizerem «Ai e tal, este Illiabum não está nada de jeito, este Illiabum é isto e este Illiabum é aquilo», mas peço aos que tiverem vontade, que se juntem a este "barco", pois, são sempre bem vindos para ajudarem e fazerem parte desta grande «família». Aos outros, que vêm apenas ver basquetebol, digo apenas isto: saiam de casa ao sábado à tarde, façam-se sócios, guardem um Euro, e venham apoiar o Illiabum. Já tive oportunidade de falar com várias pessoas de diferentes pontos do país e eles sempre elogiaram a atmosfera que se vive dentro do Pavilhão de Ílhavo em jogo de seniores, apenas peço, vamos transformar essa atmosfera em todos os jogos em «casa» e nos que fôr possível «fora», pois somos o sexto jogador em campo e isso, parecendo que não, influencia bastante uma equipa! Vamos lá Ilhavenses!!! Vamos mostrar que realmente somos a Capital do Basquetebol!

publicado por Pedro Neves às 12:37
link | Faça o favor de comentar! | ver comentários (10) | favorito
Domingo, 11 de Março de 2012

ENTREVISTAS DESPORTOAVEIRO (31) / Bruno Roxo

 

«Sempre fui muito bem tratado no Beira-Mar»

 

Foram muitos os atletas que, do ano passado para esta época, saíram do Beira-Mar. Porque é que optaste por continuar no clube?

No inicio quando vi que a maior parte do plantel da época passada tinha saído, fiquei um bocado apreensivo e relutante em continuar no Beira Mar mas sempre fui muito bem tratado aqui, pelos dirigentes, equipa técnica e meus companheiros de equipa e, por isso, resolvi continuar a defender as cores do Beira Mar.

 



Entretanto, e logo no inicio desta temporada, aconteceu a mudança de treinador. Como é que a equipa reagiu à saída de Fernando Santos e à entrada de Renato Soares?

Foi uma surpresa, ninguém esperava o que se sucedeu mas são situações que acontecem, com certeza que gostaria que o Fernando Santos continuasse mas tal não aconteceu, veio o Renato que é um treinador com experiência de Liga e com o qual eu tenho gostado de trabalhar, tanto eu como o resto da equipa.

Ao contrario da época anterior, o Beira-Mar tem este ano uma equipa menos experiente, mais jovem e com objectivos claramente diferentes. Esta mudança não causa em ti um factor de desmotivação?

É verdade que a equipa da época passada era muito competitiva mas para mim não é desmotivante esta mudança, encaro a como sendo um desafio, faz com que tenha que fazer mais do que fazia o ano passado para ajudar a minha equipa.


Como é que analisas a carreira da equipa na presente edição do CNB1?

Inicialmente as coisas não estavam a correr muito bem mas penso que agora a situação é bastante diferente, já começamos a assimilar as ideias do treinador, as mazelas que afectavam muitos jogadores da nossa equipa começam a desaparecer e penso que as outras equipas já não nos vêem como a equipa frágil do início da época. Agora estamos a lutar pela melhor classificação possível para estarmos no playoff e lá lutaremos pela vitória em todos os jogos, venha quem vier.

A equipa actual do Beira-Mar tem muita juventude. Como é que tens visto a prestação desses jovens que jogam a teu lado?

Temos na equipa muita juventude que nunca tinha estado num plantel sénior e a maior parte deles entraram logo na equipa e tiveram muitos minutos nos primeiros jogos e naturalmente ainda cometiam muitos erros mas nesta altura já noto uma grande evolução, já sabem o que devem e não devem fazer e já são muito importantes na estrutura da equipa.


Há muita gente que defende a ideia que o Bruno Roxo sempre foi jogador para jogar em campeonatos mais competitivos. Nunca houve possibilidades para isso ou também foi uma opção pessoal?

Praticamente todos os anos tenho convites de clubes de divisões superiores mas por opção pessoal não tenho aceitado.  Aceitando um desses convites, teria outras responsabilidades, o número de treinos era maior, longas deslocações nos fins-de-semana, e nesta altura não tenho vontade de dispensar tanto tempo para esses fins. Não digo que mais tarde não aceite um desses convites mas nesta altura sinto me bem assim.

 

 

publicado por Pedro Neves às 13:03
link | Faça o favor de comentar! | favorito
Quinta-feira, 8 de Março de 2012

ENTREVISTAS DESPORTOAVEIRO (30) / Carlos Ministro, ex. basquetebolista

«Orgulho-me de ter feito muitos amigos no basquete»

 

Com que idade começaste a jogar basquete?

Comecei a jogar basquete um pouco tarde, com onze anos, curiosamente no Beira-Mar.
Passei lá dois/três anos e foi onde tive o primeiro contacto com o basquete federado, pois em casa "treinava" sozinho, a driblar, saltar e a lançar a bola para um cesto improvisado por mim. Foi a ver jogos do Michael Jordan, meu ídolo de sempre, que nasceu o gosto pela modalidade.

Que balanço é que fazes da tua carreira?

O balanço só pode ser positivo. Jogar basquete para mim foi/é um prazer. Poder fazê-lo até aos 38 anos de idade é muito bom. Tive muito bons momentos, especialmente no
Esgueira, com boas equipas de juvenis e juniores onde estávamos sistematicamente nas finais regionais e nacionais. Joguei muitos anos no escalão sénior em Vagos e também no Cenap. Também foi em Esgueira que conheci a minha esposa, Susana, que também jogava no clube. Só por isso já foi muito positivo...

Foste formado e jogaste no Esgueira. Foi o clube que mais te marcou?

Sem dúvida. O Esgueira na altura tinha a melhor formação. O palmarés do clube nos escalões de formação fala por si. Foi em Esgueira que cresci como jogador e também como pessoa. Jogar a Final do  Campeonato Nacional da 1ª Divisão contra o "poderoso" Benfica com o Lisboa, Jean Jacques, Guimarães, Mike Plowden entre outros, foi sem dúvida a melhor recordação que tenho do clube. Foi uma época fantástica que me deixa muitas saudades, especialmente do basquete praticado na altura.
 
Também jogaste no Cenap e no Vagos. Foram clubes que te deixaram boas recordações?

Após a saída do Esgueira optei por ir  jogar para o Cenap, um clube diferente, com outras aspirações, mas o que eu queria era jogar, sempre... Tive bons momentos, entre eles uma subida de divisão que me deixou muito contente. Depois, fui convidado para representar o Vagos, onde estive dois anos e também tenho boas recordações, entre elas poder jogar com um grande nome do nosso basquete, João Seiça. Aprendi com ele e foi uma experiência muito boa.

A imagem que muita gente recorda de ti em campo é a imagem de um jogador correcto e sempre com grande farplay. Concordas?

Tenho que concordar. Sempre fui um jogador muito respeitador. No desporto como na vida, se queremos ser respeitados temos que respeitar. Sempre foi esse o meu lema. Em todas as equipas por onde passei, sempre fui capitão de equipa. Os meus colegas assim o decidiam. É um " rótulo" de que me orgulho muito...  Fiz muitos amigos, que felizmente mantenho.

Quando terminaste a carreira de jogador, nao pensaste em seguir a carreira de treinador?

Sinceramente, não, embora seja uma " porta" que eu não fecho. Para desenvolver um bom trabalho como treinador, é preciso despender algum tempo da nossa vida, e as nossas prioridades estão sempre em alteração: trabalho, filhos. Talvez num futuro próximo, quem sabe...

Pelo que sei, já tens um filho no minibasquete do Esgueira...

É verdade. O Tiago está nos Sub-10 do Esgueira. É com muito orgulho que o vejo no meu clube do coração...embora não tenha sido por imposição minha. Neste momento, interessa-me que ele se divirta e que pratique desporto, em vez de estar sentado em frente ao P.C. ou na PlayStation. Se me permites, deixo aqui um apelo aos pais, que levem os seus filhos a praticar desporto, quer seja basquete, futebol, ténis, etc. Os nossos jovens precisam de se movimentar, conviver, crescerem como HOMENS. É isso que eu espero do Tiago.

Já conhecias o DesportoAveiro?

Sim. Conheço o DesportoAveiro desde que foi criado. É um excelente site, onde estamos sempre actualizados em relação às diferentes modalidades. Resultados, classificações,
passatempos. Temos também a possibilidade de expressar a nossa opinião, o que é muito importante. Todas as outras rubricas, são sempre uma mais valia. Os meus parabéns a ti Pedro, por manteres o DesportoAveiro em funcionamento. Um grande abraço a todos, e como diria o Professor Barroca " I LOVE THIS GAME".

 

 

publicado por Pedro Neves às 22:26
link | Faça o favor de comentar! | ver comentários (3) | favorito
Quarta-feira, 1 de Fevereiro de 2012

ENTREVISTAS DESPORTOAVEIRO (29) / Luis Oliveira, basquetebolista do Galitos

 

«O clube respira saúde»

 

Concordas com todos aqueles que afirmam que o Galitos é o grande candidato a subir ao CNB1?

Concordo, por dois motivos. O primeiro é a nível administrativo, pois vão juntar a CNB1 e a CNB2 para a próxima época e todas as equipas vão subir. A nível desportivo acho que temos motivos para acreditar, temos uma equipa forte, consistente, com muitas soluções e bem dirigida pelo treinador Jorge Dias. Estamos mais fortes que nos últimos anos e também beneficiamos do decréscimo de qualidade das outras equipas. Esta época ainda não encontrámos adversário ao nosso nível, pelo menos nesta fase. Estamos a uma vitória de assegurar matematicamente a passagem à próxima fase e esperamos carimbá-la já no próximo jogo frente ao CENAP. Na próxima fase vamos encontrar equipas mais fortes mas o nosso objectivo é jogar a final em Junho e ser campeões nacionais. 

 

Como é que analisas a época do Galitos até ao momento?

Em relação à equipa sénior a época tem sido fantástica, estamos imbatíveis, jogamos bom basket e estamos a uma vitória de alcançar o primeiro objectivo da época, que é passar à fase seguinte. Este é um grupo fantástico do qual eu me orgulho de fazer parte. Estamos sobre a liderança forte de um grande treinador, uma pessoa forte, com ideias muito claras da forma como temos de jogar.

Em relação ao Galitos em geral, estamos a viver um grande ano, duas equipas campeãs distrital, conquistando o bi-campeonato de sub-18 masculinos e com o primeiro título feminino do clube, com a vitória das sub-16. Os sub-20 foram segundos classificados.

No minibasquete crescemos muito este ano, com a entrada de muito novos atletas e já somos o clube com mais atletas inscritos da ABA. O clube respira saúde e espera-se um futuro risonho.

 

A equipa sénior do Galitos é formada por muitos jogadores oriundos da sua formação. Achas que este é o caminho correcto?

 O Galitos é um clube creditado pela FPB como clube Formador, por isso é normal que o caminho seja integrar o maior número possível de atletas formados no clube na equipa sénior. O facto da maior parte dos jogadores ser formada no clube demonstra o bom trabalho que se tem realizado no clube ao longo os últimos anos.

Nesta época estão a ser integrados alguns atletas sub-18 na equipa sénior, atletas com valor e com muito potencial. O caminho será integrar mais, é sempre bom ter jovens na equipa com vontade de singrar na modalidade pois dá aos mais velhos responsabilidade e mostrar que ainda estão para as “curvas”. É gratificante poder ajudar os mais novos com a experiência que fomos ganhando ao longo dos anos.

O Galitos está no caminho certo para o sucesso, a aposta na formação é o primeiro passo para poder desenvolver o clube e a modalidade.

 

Também és treinador de minibasquetebol do Galitos. Como é que está a ser a experiencia?

Ainda tenho pouca experiência como treinador, esta é apenas a minha segunda época. De inicio não queria treinar minibasquetebol, achava que aturar miúdos era uma seca e que não podia aplicar os meus conhecimentos da modalidade, mas a minha opinião mudou quando comecei a treinar os sub-6 do clube e mais tarde os sub-10. Este ano, acompanhei a subida dos sub-10 para sub-12 e é fantástico ver a evolução que os miúdos tiveram, não só ao nível do basket mas também ao nível físico e intelectual. Actualmente sou treinador dos sub13 do clube, tem sido muito gratificante ver a evolução dos miúdos e perceber que nós somos pessoas importantes para eles, somos exemplos em tudo. É muito bom chegar à segunda-feira aos treinos e eles virem a correr ter connosco e corrigir as asneiras que eu fiz a jogar pelos seniores e depois passam a vida a tentar imitar.

É muito bom e gratificante estar ligado ao minibasquetebol deste clube, porque estamos a crescer muito e a desempenhar um grande trabalho. Espero continuar por muitos anos.

 

 

Tens um irmão que joga futsal no Beira-Mar. A tua família é uma família de desportistas?

Não posso considerar a minha família como uma família de desportistas porque os meus pais não praticaram desporto, apenas nos acompanham aos jogos. Apenas eu e o meu irmão praticamos desporto.

O meu irmão, tal como eu, sempre praticou desporto. Começou comigo no basket mas rápido mudou para o futsal. A minha influência levou-o a praticar desporto mas não o levou a jogar basket e ainda bem porque ele não jogava nada. No futsal encontrou a sua paixão e teve algum sucesso no seu percurso, nomeadamente no Beira-Mar.

publicado por Pedro Neves às 21:47
link | Faça o favor de comentar! | ver comentários (1) | favorito
Sábado, 28 de Janeiro de 2012

ENTREVISTAS DESPORTOAVEIRO (28) / José Carlos Rodrigues, treinador dos juvenis do CD São Bernardo

 

TRINTA E QUATRO ANOS DE SÃO BERNARDO COM PAIXÃO!

 

Fala-nos sobre o teu percurso no São Bernardo? São muitos anos de clube, certo?

Entrei no Centro Desportivo São Bernardo em Setembro de 1978 (há 33 anos) como atleta na equipa de iniciados, pois não havia infantis na altura. Terminei a minha carreira como jogador no dia do meu 31º aniversário (1997), jogando no São Bernardo, mas tendo estado duas épocas no Beira-Mar, entre 1988 e 1990. Em 1990, iniciei-me como treinador no clube, tendo uma carreira já com 21 anos, em vários escalões etários, já fui algumas vezes seleccionador regional e tive uma pequena experiencia com uma selecção jovem nacional.

 

Quais as melhores recordações guardas dos tempos em que foste atleta do clube?

Em toda a minha carreira, vivi grandes momentos que guardo como boas recordações e sinceramente foram mesmo muitos. Para não ser injusto, escolho o meu primeiro título Nacional como atleta, ao serviço do Beira-mar, vencendo a taça FPA, numa final realizada em Mira d’Aire, coincidindo com a inauguração do pavilhão municipal, em 1989 e contra o Boavista. Como treinador, o meu primeiro título de campeão Nacional (também o primeiro de 1ª divisão Nacional do C.D.S.Bernardo), a 19 de Maio de 2002, em Vila Real, no escalão de Juvenis masculinos.

 

Qual o treinador que mais te marcou?

Élio Maia (atual Presidente da C.M.A.) numa primeira fase da minha vida desportiva e depois, naturalmente, Nicolay Gueorguiev que nos fez mudar as mentalidades e as ambições.

 

Hoje és treinador da equipa de juvenis mas ja estiveste noutros escalões. Quais os grandes momentos como treinador?

Como referi anteriormente são vários os bons momentos vividos, até porque, vivo as coisas intensamente. Mas, esse título de 2002 foi muito marcante, até porque no inicio dessa época essa equipa era considerada de nível baixo, vindo a crescer durante toda a época.

 

 

Já és um «homem da casa». Estás a ver-te a sair para outro clube?

Ainda bem que fazes essa pergunta. Tenho quase 34 anos no clube, vividos sempre com a mesma paixão. No entanto, é a minha forma de estar em tudo na vida. Ou seja, se tiver de sair e conhecendo-me, naturalmente que terei a mesma paixão noutro lado. Contudo, é verdade que existe uma ligação muito grande a este clube que me viu crescer em todos os aspectos.

 

Enquanto treinador de juvenis, que objectivos é que definiste para esta época?

O objectivo principal passa por tentar ficar nos 4 primeiros da nossa série na 1ª divisão, por todos considerado o grupo de “morte”, o mais difícil de todos os três. Esses quatro primeiros garantem o lugar na 1ª divisão Nacional (um único grupo), na próxima época. Para já está a correr bastante bem e só acontecendo uma hecatombe é que esse objectivo não será alcançado. Depois tentaremos ser mais ambiciosos.

 

Em seniores, o clube voltou esta época a competir como Centro Desportivo de São Bernardo, depois de ter chegado ao fim o projecto Liberty São Bernardo Andebol Clube. Foi um projecto falhado?

Falhado não foi, até porque numa das épocas, atingimos as meias-finais dos Play-offs. No entanto, acho que não se apostou na formação do clube como deveria ter-se apostado.

 

Como vês o estado actual do andebol em Aveiro?

Aveiro cidade, acho que estamos bem, com uma equipa de seniores masculinos na 1ª divisão, outra na 2ª. O mesmo acontece a nível de seniores femininos. Uma equipa de juniores masculinos na 1ª divisão, 2 de juvenis masculinos na 1ª divisão, uma equipa de iniciados masculinos e uma em femininos também na 1ª divisão. No final da época passada, o S. Bernardo participou com 2 equipas de minis masculinos no Encontro Nacional e a equipa A alcançou o 4º Lugar entre mais de meia centena de equipas. Acho que é sinónimo de que se tem estado a trabalhar bem.

publicado por Pedro Neves às 09:06
link | Faça o favor de comentar! | favorito
Quinta-feira, 5 de Janeiro de 2012

ENTREVISTAS DESPORTOAVEIRO (27) / João Amaral, treinador da equipa de iniciados do SC Beira-Mar

 

«Agradeço a confiança que depositaram em mim»

 

A equipa de iniciados do Beira-Mar, apesar da saída de muitos jogadores do ano passado, está em segundo lugar na Série C do campeonato nacional e com boas possibilidades de se apurar para a segunda fase. Está satisfeito com o rendimento da sua equipa?

Em primeiro lugar, mais importante do que as saídas importantes, importa referir a incapacidade que tivemos de reforçar o nosso grupo. Neste defeso, mais do que outro anterior, tivemos muita dificuldade em trazer novos elementos para acrescentar algo ao grupo. Havia muita vontade destes em experimentar novos desafios, bem como a possibilidade de jogar nacional e de representar o Beira-Mar, mas os clubes foram um obstáculo, pedindo verbas por esses atletas que num clube como o nosso, são insuportáveis, pois as taxas de transferência são feitas consoante o escalão em que se encontra a equipa principal, no nosso caso, a Liga Zon Sagres, taxa máxima.

Reforçámos conforme pudemos e criámos um grupo bom, coeso, mas com a consciência que necessitaríamos de pelo menos mais um ou dois atletas para ajudar e acrescentar mais alternativas às disponíveis, para fazer face a um campeonato longo e competitivo e isso começou a notar-se, por exemplo, desde os finais de Outubro, na altura do jogo com o Taboeira até hoje, ou seja, devido a lesões não voltei a ter o grupo completo. Dos 21 atletas do plantel temos andado sempre com menos dois ou três.

Não procuro aqui desculpas, tanto mais que, e respondendo á segunda parte da questão, estamos dentro dos objectivos propostos tanto por nós, como pela Academia. Penso que poderíamos ainda estar um pouco mais acima em termos de pontuação dado que dos 11 pontos perdidos, 5 foram com equipas que lutam pela manutenção (derrota em Repeses e empate caseiro com o São Romão), e esses dois jogos são aqueles que eu realmente não fiquei satisfeito com o rendimento da equipa, De resto, nestes quase 6 meses que já levamos de trabalho, só posso dizer bem do grupo, um grupo alegre, unido e que gosta do que faz. No computo geral, estou satisfeito com a equipa

 

Das três derrotas sofridas até ao momento, a mais inesperada terá acontecido frente ao Repesenses. Concorda?

Teve tanto de inesperada como de justa, de facto nesse dia não estivemos lá. Foi uma mistura de excesso de confiança porque vínhamos de um resultado caseiro de 15-0, com alguma incapacidade em adaptarmo-nos ao futebol musculado do adversário que ganhou com todo o mérito.

Penso que esse jogo serviu também para alertar o grupo que não existem facilidades neste campeonato.

 

Os cinco pontos de avanço sobre o Gafanha serão suficientes para garantir o apuramento?

Matematicamente não, mas a vantagem é nossa. Faltam jogar 15 pontos e falta ainda um confronto directo com o Gafanha no «Mário Duarte».

Penso que se mantivermos a concentração e a atitude que tivemos sempre, exceptuando o jogo referido na anterior pergunta, temos muitas hipóteses de conseguir esse apuramento.

 

Ainda é possível alcançar o Taboeira no primeiro lugar?

Também aqui matematicamente ainda é possível e também neste caso ainda vai haver um confronto direto em Frossos. Não dependemos só de nós, mas acreditamos até ao fim e enquanto houver pontos para disputar vamos fazer tudo para os ganhar. É sempre prestigiante ficar em primeiro apesar de nos últimos anos, e por experiencia própria falo, não ter sido muito favorável em termos de sorteio das segundas fases.

Mas está tudo em aberto e esta questão e a anterior também vão ter realce este próximo domingo, já que se disputa um Taboeira-Gafanha, sendo que em caso de vitória no nosso jogo pode acontecer três coisas: ficarmos mais perto do primeiro lugar, ficar com mais vantagem em relação ao terceiro, ou as duas coisas em caso de igualdade nesse jogo, mas mais importante é ganharmos os nossos jogos e fazer as contas no fim.

 

Em termos pessoais, como é que está a ser esta experiencia de treinar a equipa de iniciados que compete no «nacional»?

Está a ser muito positiva. Já tinha tido esta experiencia na época passada com o Alberto Rainho, mas nessa altura estava num plano mais secundário, se bem que não era somente um adjunto, pois devido aos compromissos profissionais do Rainho, em muitos jogos assumi sozinho o controlo da equipa e fui ganhando vivencia neste campeonato.

Agora procuro passar para os meus jogadores essas experiencia que adquiri para ser mais fácil para eles saberem ultrapassar os obstáculos que vão ter em cada jogo. Estou a gostar muito e agradeço esta oportunidade e a confiança que as pessoas responsáveis da Academia depositaram em mim.

 

Como treinador, tem algum sonho que gostasse de concretizar?

Como qualquer treinador com 32 anos que gosta do que faz, o objectivo é sempre ir o mais longe possível.

Neste momento estou muito bem e feliz no Beira-Mar, onde quero continuar a fazer o que gosto, num clube que permite disputar campeonatos competitivos, num clube que me trata bem e que tem pessoas que me merecem o máximo respeito.

Espero que nos aspectos profissionais e pessoais tudo continue a proporcionar eu viver estas experiencias e que me permita continuar a ter possibilidade de compatibilizar a minha vida com o futebol.

Sonhos e objectivos todos temos e eu não fujo á regra. Gostava de um dia mais tarde chegar a treinar uma equipa sénior, num bom projecto, de preferência em campeonatos nacionais.

Chegar ás ligas profissionais era magnifico, mas sabemos que não é fácil, mas...o sonho comanda a vida e enquanto a minha vida pessoal e profissional permita que tenha esse sonho eu cá continuo a lutar por ele, mas sempre consciente que é preciso dar um passo de cada vez.

publicado por Pedro Neves às 22:04
link | Faça o favor de comentar! | ver comentários (1) | favorito
Quinta-feira, 22 de Dezembro de 2011

ENTREVISTAS DESPORTOAVEIRO (26) / Filipe Silva, guarda-redes do Alavarium

«É possível irmos à segunda fase»

 

 

Como é que está a correr esta época para o Alavarium?

 A época não esta a correr cem por cento como queríamos,  mas penso que vamos atingir a meta traçada no inicio na época. Em «casa», este ano só perdemos na primeira jornada e depois só tivemos um empate com o candidato Avanca.

 

Que objectivos pode o clube ainda concretizar esta temporada?

Tentar ir à fase final, embora com muitos contratempos, mas acho que poderemos alcançar esse objectivo que foi o planeado no inicio da época. Este campeonato é muito equilibrado, como se vê nos resultados, com o ultimo a ganhar ao primeiro, por isso, é um campeonato extremamente disputado e penso mesmo que os três primeiros classificados só estarão apurados para a fase final na ultima jornada.

 

Individualmente, como é que está a ser esta temporada para o Filipe Silva?

Está a correr relativamente bem. Não digo que seja a melhor no Alavarium mas umas das melhores e com isso espero ajudar o clube a alcançar os objectivos do clube.

 

Que objectivos tem traçado para a sua carreira? Aspira jogar num clube com outras ambições?

Nunca fui um jogador com muitos objectivos, nunca tive claramente um objectivo de jogar em grandes clubes, se o tivesse feito era porque o merecia. Tive essas hipóteses, mas quer por motivos pessoais, quer profissionais não o quis. Neste momento estou bem no Alavarium e não estou a pensar em sair.

 

Como é que analisa o estado do andebol nacional?

Penso que ao nível de clubes está numa das melhores fases, com várias equipas portuguesas a disputar títulos europeus e o nosso campeonato nacional da primeira divisão está  a ser disputado entre várias equipas, o que é muito bom. Já ao nível de selecções, não está a ser tão bom, porque estamos a ser ultrapassados por vários países. Penso que a F.P.A. terá que investir mais na formação.

 

E em Aveiro?

Acho que está relativamente bem. Penso que para o ano iremos ter mais uma equipa na primeira divisão e penso também que não irá descer nenhuma em qualquer divisão. Por isso, acho que poderá ser uma boa época para as equipas aveirenses.

 

Como é que vê o ascendente que a equipa feminina do Alavarium ganhou nos ultimos anos?

Vejo com bons olhos. Desde o meu regresso ao Alavarium que acompanho o trabalho que está a ser feito e acho que é um exemplo a seguir. Tem um staff muito bom, que sabe o que faz  e como se viu, o apuramento para a Challenger Cup foi um premio mais do que merecido. E acho que não vai ficar só por aqui, penso mesmo que se continuarem a trabalharem assim, quem sabe não chegarão a um titulo.

- - - - - - - -

 

Curtas:

 

Clube(s) preferidos: Sporting

Outros desportos favoritos: Futebol

Musica preferida: Todo dos U2

Cidade preferida: Aveiro

Comida preferida: Bacalhau 

Automóvel: BMW Z4

publicado por Pedro Neves às 20:35
link | Faça o favor de comentar! | favorito
Quinta-feira, 10 de Novembro de 2011

ENTREVISTAS DESPORTOAVEIRO (25) / André Graça, treinador da equipa sénior do GD Gafanha

 

«Queremos que o clube seja mais aberto à comunidade»

 

Como é que surgiu a oportunidade de voltares a treinar a equipa sénior do Gafanha, depois de ter regressado aos escalões de formação?

Foi uma situação pensada no final da época passada quando as pessoas que estavam ligadas ao Gafanha há algum tempo decidiram dar por terminado o seu ciclo, comunicando a alguns dos elementos dos escalões de formação a sua intenção de abandonar o clube. A partir dai, e depois de várias reuniões, conseguimos juntar alguns elementos úteis e pessoas com princípios, valores e passado no Gafanha, ficando definido com objectivo principal não deixar “morrer” a equipa sénior e dar continuidade ao bom trabalho feito ao longo dos últimos anos na formação. Ficou também definido que a maior aposta a nível sénior, seria em jogadores que já tivessem representado o clube e pertencentes em anos transactos á formação do mesmo, visto que grande parte dos elementos do plantel anterior saíram para outros clubes.

 

Quais são os objectivos para esta temporada? O Gafanha vai lutar pelo regresso à 3ª Divisão nacional?

O objectivo principal do clube é reformular-se em vários aspectos, principalmente ser uma instituição mais “aberta” á cidade e comunidade da Gafanha. O campeonato é para levar jogo a jogo, tentando obviamente ganhar sempre, conscientes das nossas forças e limitações. Mas quem participa num desporto de competição a nível sénior terá que o fazer com o objectivo de conquistar o maior número de pontos. O meu objectivo pessoal, posso dize-lo publicamente sem receio de qual possa vir a ser a classificação final, é ficar nos cinco primeiros. Seria no final da época um bom pronuncio para numa das duas próximas temporadas, lutar com outras armas para um regresso aos nacionais.

 

Como é que está a correr a época até ao momento?

Até ao momento estão decorridas cinco jornadas, penso que o único percalço foi mesmo em Arouca (Urro), onde perdemos e deveríamos ter vencido por se tratar de um adversário ao nosso alcance. De resto, os pontos conquistados, penso que foram justos (por maior ou menos diferença no score), mas se a cada cinco jornadas conseguirmos conquistar dez pontos (o que sendo difícil não é impossível) o objectivo penso que será conseguido. Ao nível dos escalões de formação, tudo corre dentro da normalidade tendo em conta os resultados alcançados.

 

Como é que analisas o actual campeonato distrital da 1ª divisão?

Teria muito a dizer sobre este campeonato distrital, mas não sairíamos daqui.

Penso sinceramente que há duas equipas que se destacam de todas as outras (S.J. Ver e Beira-Mar) e que vão até ao fim lutar pelo primeiro posto, uma mais forte colectivamente, a outra com melhores valores individuais. Depois, temos um grupo de cinco ou seis equipas que podem “chatear” estas duas e roubar pontos, principalmente nos jogos que efectuarem na condição de visitado, havendo ainda um terceiro grupo que irá lutar pelos lugares de permanência.

Há factores, como em todo o lado, que por vezes definem um jogo, ou até mesmo um campeonato, ou seja, uma expulsão, um castigo ou lesão mais prolongado, o factor casa que por vezes conta muito, e outras coisas mais. Mas penso que o campeonato será equilibrado durante grande parte da época, tendo sempre primazia as duas equipas que já referi.  

 

Enquanto treinador, quais são os teus objectivos para a tua carreira?

Sinceramente, quero chegar um pouco mais longe, para isso tenho trabalhado e tentado aprender com os melhores, ou que pelo menos para mim são referencias nacionais. Frequentei o terceiro nível em 2008, o que para mim foi um passo enorme, porque aprendi bastante, mas é claro que o dia a dia também conta muito e quem não trabalha não evolui. Gostava de um dia chegar á primeira divisão, ter alguma estabilidade, conseguir reunir algumas das condições necessárias para me preocupar apenas em dois aspectos, treino e jogo!

Obviamente que a nível distrital é difícil, mas isso acontece na maior parte dos clubes. O maior dos objectivos é fazer um estagio em Espanha, e conseguir ficar por lá ou por outro pais onde sinta que o futsal vale mesmo a pena!

 

FICHA

 

Nome: André Graça

Naturalidade: Aveiro

Residência: Gafanha da Encarnação

Outros desportos favoritos: Gosto um pouco de tudo e quando digo tudo, é mesmo tudo, desde ténis, basquete, futebol de onze, andebol, voleibol e por ai fora.

 

Mensagem final:

Espero que continues durante largos anos com estas iniciativas que a todos nós amantes de futsal e do desporto em geral nos engrandecem principalmente num distrito onde existe pouca notoriedade. Força para o teu magnífico desempenho diário! Um abraço

Abraço

 

André Graça

publicado por Pedro Neves às 21:55
link | Faça o favor de comentar! | favorito
Quarta-feira, 5 de Outubro de 2011

ENTREVISTAS DESPORTOAVEIRO (24) / Mário Matos, Oliveirense

 

Mário Matos coloca ponto final numa carreira de 25 anos de atleta

 

«Foi uma decisão difícil, ponderada e inevitável»

 

 

Decidiste colocar um ponto na final na carreira de jogador. Foi uma decisão dificil mas bem ponderada?

Foi uma decisão difícil, ponderada e inevitável. Difícil, porque foram quase 25 anos como atleta, depois de passar o que passei com lesões (três operações aos joelhos), os sacrifícios devido a questões profissionais, ser professor hoje em dia não é fácil, porque andamos sempre de um lado para o outro com a «casa às costas», o facto de perder o ambiente de balneário, quando é saudável (caso da Oliveirense nestes últimos anos, que era qualquer coisa de fantástico) custa sempre um pouco. Para além disso, deixar de sentir a adrenalina pré-competitiva é algo que, para quem esteve envolvido no desporto, nos faz sentir incompletos aos fim de semana.

Ponderada, pois quando nos envolvemos em projetos sérios, a família muitas vezes fica a “perder”, porque o dia só tem 24 horas e temos de nos repartir por elas, com os treinos e jogos ao fim-de-semana, as ausências são constantes e deixamos muitas vezes a esposa e o filho sem a nossa presença.

Inevitável, porque no nível em que a Oliveirense se encontra, as perninhas já não respondem da forma que o faziam antes e os 35 anos começaram a pesar. Por estas razões o desfecho era o inevitável.

 

Que balanço final é que fazes dos muitos anos que tiveste como jogador?

Bastante positivo e memorável. Nos 25 anos de carreira como atleta, criei grandes laços de amizade, que jamais serão cortados, apesar das distâncias físicas que se interpõem entre nós. Aprendi, conheci, cresci e adquiri muitos dos valores que me guiam na minha vida social e especialmente familiar, os quais pretendo passar ao meu filho. Sempre tentei ter uma postura correta dentro e fora do pavilhão e aqui deixo um DESCULPA a todos os que por alguma razão consideram que tive para com eles um comportamento incorreto.

 

Quais os grandes momentos da tua carreira que guardarás para sempre na tua memória?

Foram muitos os momentos marcantes, pois considero que tive sorte na geração em que cresci no Esgueira e na qual tinha um papel muito importante, onde íamos ganhando sempre. Todas as internacionalizações que tive, porque sentia grande orgulho sempre que representava o nosso país. A primeira grande lesão ao joelho (17 anos) marcou o meu percurso académico. A partir desse momento comecei a interessar-me mais pelos estudos, porque senti que de um momento para o outro ficamos sem nada. A passagem pelo Sampaense, na qual fui campeão nacional pela primeira vez.

Sem dúvida os últimos dois anos de Oliveirense, nos quais fomos campeões nacionais. O espirito de amizade, respeito e companheirismo criado no seio do grupo, nunca sentido em clube algum de uma forma tão forte.

 

O Esgueira e a Oliveirense foram os dois clubes que mais marcaram a tua carreira?

Foram. O Esgueira pela formação que me proporcionou, não só como atleta, mas como um jovem em construção da sua personalidade. Penso que na altura era um clube único nessas vertentes. A Oliveirense porque foi o último e o «especial», pelo que falei anteriormente. Acrescentaria o Sampaense pelo rigor administrativo e pelo apoio que o povo da São Paio de Gramaços dá aos atletas que fazem parte daquele clube, que considero ser único.

 

Qual foi o melhor (ou melhores) treinador que tiveste?

Penso que tive sorte com todos os treinadores com que trabalhei. Todos eles incutiram em mim um espirito guerreiro, respeitador e ensinaram-me o que é o basquetebol. Pode ser injusto, mas vou referir alguns. O saudoso Prof. Cassiano, porque conversou muito comigo e me ajudou bastante a ultrapassar as dificuldades, inerentes ao facto de eu estar em constantes viagens e estágios da seleção nacional e como rapaz novo que era, muitas vezes não sabia muito bem como lidar com essas constantes ausências. O Prof. Carlos Cabral, pela forma como ele aborda o jogo, sempre a incentivar e exigindo de nós os 110% das nossas capacidades. O Prof. Luís Magalhães, pela sabedoria e capacidade de ver mais à frente o jogo. O Prof. Pedro Costa, pela forma como planeia os treinos em função dos adversários que se nos deparavam ao fim de semana. Não podia terminar estas minhas referências, sem nomear o Prof. Ricardo Guimarães, porque foi ele, após muitos anos de basquetebol, me ensinou ainda como se consegue elevar a qualidade de um grupo, exponenciando o valor do espírito de grupo, transformando-o em vitórias, como o sucedido na Oliveirense.

 

E o melhor jogador que defrontaste?

Vou referir dois. Sem dúvida Rodrigo Delafuente, que jogou muitos anos no Barcelona, defrontei-o numa fase Intermédia de seleções e já nessa ápoca mostrava ser dotado de muitas habilidades e capacidades. O outro foi Olivier Saint-jean, que mais tarde mudou de nome para Tariq Abdul-Wahad e foi atleta dos Sacramento, Denver e Dallas. A sua capacidade de impulsão foi minha fonte inspiradora, mas nunca fui capaz de me aproximar das suas potencialidades, por pena minha.

 

Apesar de teres deixado de jogar, vais permanecer na Oliveirense como treinador de uma equipa dos escalões de formação. Vais apostar a sério numa carreira de treinador?

Chegado ao fim da minha vida de atleta, está na hora de aprofundar e apostar numa carreira de treinador. Tenho muito que aprender, mas acredito que a minha experiência, não só como atleta, mas também como professor de Educação Física, poderá ser uma mais valia. Pretendo continuar ligado a esta modalidade que me deu muitas alegrias e a qual sinto um prazer enorme de fazer parte da minha vida. Vou permanecer na Oliveirense, porque para além de questões familiares e profissionais, porque a minha vida está sediada em Oliveira de Azeméis, o clube trabalha bem e oferece garantias de que vou aprender e evoluir.

 

- - -

 

FICHA:

 

Nome completo: Mário Jorge de Almeida Matos

Naturalidade: Aveiro

Residência: Oliveira de azeméis

Idade: 35

Estado civil: Casado

Filhos: 1 Afonso

Clubes que representou: Esgueira; Académica; União Desportiva de Chamusca; Sampaense; Galitos e Oliveirense.

publicado por Pedro Neves às 11:33
link | Faça o favor de comentar! | ver comentários (4) | favorito
Domingo, 18 de Setembro de 2011

ENTREVISTAS DESPORTOAVEIRO (23) / Ricardo Pinheiro, treinador da equipa de iniciados do GD Gafanha

 

«O nosso objetivo passa pela manutenção»

 

 

O Gafanha subiu este ano ao «nacional» de iniciados mas nem isso impediu de ganhar os três primeiros jogos. Satisfeito com este inicio de campeonato?

Estou muito satisfeito com este começo. Queria deste já dar os parabéns a todos os atletas que têm feito tudo o que lhes peço, aos  pais que têm sido muito compreensivos, ao G.D.Gafanha que não nos tem faltado com nada (nada mesmo!) e principalmente aos que trabalham diretamente comigo e que trabalham muito todos os dias em prol deste grupo.
 
Terá o Gafanha condições para lutar pelos dois primeiros lugares da Série C?

No futebol tudo é possível, mas o objetivo do Gafanha passa pela manutenção, apesar da nossa equipa ter muito valor.
 
Em sua opinião, quais as equipas mais fortes do campeonato?

Ainda não tive oportunidade de ver todas as equipas,  mas das que vi gostei  do Beira-Mar, Taboeira, Oliveirense e Ac Viseu, mas estou convencido que dentro da nossa humildade temos equipa para discutirmos qualquer jogo, com qualquer adversário.
 
Que realidade é que foi encontrar no GD Gafanha?

No Gafanha a realidade em termos de condições de treino são excelentes, encaixam na perfeição no projeto que tinha idealizado. Em termos de plantel, tivemos que construir uma equipa quase do zero, mas as coisas tornaram-se mais fáceis porque há muitos atletas que já sabem como trabalham as minhas equipas. Em termos diretivos, só tenho a dizer bem, desde o início nunca nos faltaram com nada.
 

Como é que analisa o estado do futebol de formação na região de Aveiro?

A região de Aveiro tem jogadores com muita qualidade e é uma região muito competitiva. Tenho pena é que alguns clubes não tenham mais condições para a formação de mais e melhores atletas. É uma pena que nas equipas seniores, cada vez vimos mais estrangeiros  e  menos jovens formados no clubes. Mas há uma razão para isso, "business".Os atletas formados nos clubes da nossa zona não têm empresário e na minha opinião não deviam ter, mas sem empresário hoje em dia é difícil vingar no futebol profissional, esta é a realidade.

Quais são os seus objectivos como treinador?
Nunca tracei objetivos como treinador para não me sentir pressionado, gosto de viver o momento, viver cada jogo com a mesma emoção como se fosse o ultimo. Quero continuar a ganhar experiencia e deixar as coisas acontecerem naturalmente se tiverem que acontecer.

 

FICHA:

 

Nome completo: Ricardo André Vicente Pinheiro

Data de nascimento:14/02/1979

Passatempos preferidos: brincar com a minha filha (Inês), treinar os "meus" meninos, ver Sport TV  

Jornal preferido: Diário de Aveiro

Cidade preferida: Aveiro

Outros desportos: Futsal e Formula 1

 

 

publicado por Pedro Neves às 23:31
link | Faça o favor de comentar! | ver comentários (1) | favorito
Quarta-feira, 7 de Setembro de 2011

ENTREVISTAS DESPORTOAVEIRO (22) / Ulisses Ribeiro, CD São Bernardo

 

«Quero jogar o maior tempo possível»

 

 

Com que idade é que começou a jogar? 

Comecei bastante cedo, por volta dos cinco, seis anos, mas já acompanhava o São Bernardo desde os meus primeiros dias de vida.

  

O seu pai, hoje presidente, do clube, acabou por ter influência no facto de jogar andebol no São Bernardo? 

Claro! Não só o pai, como a família toda, desde o pai, mãe e os tios maternos que foram atletas no C.D. São Bernardo. 

 

Ainda é júnior mas já treina com os seniores do São Bernardo, tendo inclusivamente jogado na partida de apresentação frente ao Seis do Nadal. Em termos individuais, quais são os seus objectivos para esta época?   

A nível individual, passa, claro, por jogar o maior tempo possível no meu escalão (júnior) para evoluir o máximo e posteriormente conseguir um espaço na equipa principal sénior. 

 

Qual o treinador que mais o marcou até hoje?

Cada treinador deixa sempre a sua marca, mas creio que foi o José Carlos Soares Rodrigues, mais conhecido por Litos, que me marcou com mais afinco. Foi com ele que atingi um vice-campeonato nacional de iniciados e também sempre grandes prestações nas fases intermédias Nacionais do escalão juvenil. Foi também pela «mão» do Litos que consegui uma boa época que me levou a jogar alguns jogos pela equipa júnior, no ano que se sagrou campeã nacional. 

 

Tem algum ídolo na modalidade? 

Tenho: Lars Christiansen, extremo esquerdo dinamarquês que jogou o ultimo Mundial da modalidade a caminho dos 38 anos! 

 

O São Bernardo continua a ser uma «escola» de jogadores? 

Sem dúvida. A cada ano que passa há sempre jogadores a apresentarem-se melhor e melhor, não só a nível técnico, como também a nível pessoal.

 

 

 

publicado por Pedro Neves às 22:43
link | Faça o favor de comentar! | favorito
Domingo, 28 de Agosto de 2011

ENTREVISTAS DESPORTOAVEIRO (21) / João Silva, basquetebolista do Galitos

 

«Vamos apostar na conquista do CNB2»

 

Quando e onde é que começaste a jogar basquete?
Comecei a jogar com nove/dez anos, no Galitos, onde estive uma época e meia. Depois, saí para Esgueira, onde estive cinco anos antes de regressar.

Vais para a quarta época no Galitos. Quer isto dizer que te sentes bem no clube?
Sem dúvida. Sempre fui respeitado e sempre senti que podia ser útil para o clube, o que é bastante importante. Neste momento, estou também inserido numa equipa com um bom espírito o que é óptimo e também importante.

Já se sabe que o Galitos perdeu esta época Gaioso para o Esgueira. Não será um grande contratempo para a vossa equipa?
Como se costuma dizer, uma equipa não é composta só por um jogador. O Tó é um jogador de qualidade e certamente fará diferença não o ter connosco. Mas não podemos pensar em quem não está, mas sim em quem está porque esses são os que
realmente contam. Se trabalharmos forte, sem relaxar, estaremos onde queremos no fim da época.
 
No ano passado, o Galitos acabou por não se apurar para a segunda fase do CNB2. Esta temporada, qual será o objectivo desportivo da vossa equipa?
No ano passado bastou um pequeno deslize para perdemos essa hipótese de nos apurarmos para a segunda fase. Mas serviu-nos de lição. Este ano o objectivo será o mesmo: apurar para a segunda fase e apostar na conquista do CNB2 dado que a subida está garantida devido à fusão dos campeonatos na época 2012/2013.

Conheces o DesportoAveiro?
Conheço. É um espaço que visito com alguma regularidade para saber o que se passa a nível desportivo no nosso distrito. Sem dúvida, um complemento aos jornais da região.

FICHA

Nome completo: João Nuno Oliveira Ramos da Silva
Naturalidade: Fermentelos - Águeda
Idade: 19 anos
Passatempos preferidos: Ouvir música, jogar pc e sair com
amigos.
Outros desportos: Tudo menos futebol.

publicado por Pedro Neves às 08:51
link | Faça o favor de comentar! | favorito
Sábado, 20 de Agosto de 2011

ENTREVISTAS DESPORTOAVEIRO (20) / Tiago Pina, basquetebolista do Olivais

 

Fez toda a sua formação no Sangalhos e vai cumprir a oitava época no Olivais de Coimbra. Tiago Pina em entrevista ao DesportoAveiro

 

«O basquetebol de Aveiro é mais competitivo do que o de Coimbra»

 

Fizeste toda a formação no Sangalhos. Que recordações guardas desses tempos?

Comecei a jogar basquete relativamente tarde, já era cadete de segundo ano no Sangalhos, onde estive até ao primeiro ano de sénior.

Daquele tempo guardo a recordação de um grande treinador, que também foi quem mais me marcou que é o Nuno Ferreira. A sua maneira de viver os treinos e os jogos era contagiante e acho que grande parte do amor pelo jogo me foi passado por esse espírito. O ambiente competitivo que se vivia era fantástico e os jogos eram bastante exigentes. Guardo com especial saudade as fases finais distritais com pavilhões cheios e grandes jogos.

 

Como surgiu a possibilidade de jogares no Olivais?

A opção de sair de Sangalhos não foi fácil, mas naquela altura estava a estudar em Coimbra e tinha que me deslocar quase todos os dias para Sangalhos para treinar. No fim da época decidi então que estava na altura de mudar de ares e rumar a um clube que ficasse mais próximo da cidade onde estudava. A escolha do Olivais foi fácil. Conhecia alguns jogadores, tinha ouvido falar bem do CNB1 e achei que era o local indicado para continuar a evoluir e a praticar o desporto que amo.

 

Vais para a oitava época no Olivais. Que balanço fazes destes quatro anos?

Faço um balanço positivo. Quando cheguei ao Olivais, a CNB1 era uma Divisão muito mais competitiva, já que equipas como Basquete Ovar, Porto B, CD Póvoa tinham jogadores que actuavam na Liga (alguns deles são internacionais actualmente) e quase todas as esquipas tinham um norte-americano. Nesse ano ainda fui campeão distrital de Coimbra, disputei uma Fase Final da Taça Nacional de Juniores A (vice campeão), no ano seguinte, em seniores, e após termos descido ao CNB2, fomos campeões nacionais desta Divisão, e nos últimos anos temos sido presença assídua nos playoff da CNB1. Penso que temos feito o que nos compete, mas acho que se tivéssemos o orçamento de alguns dos clubes desta divisão e um apoio mais forte por parte da Direcção do Olivais, poderíamos facilmente lutar por outros objectivos.

 

Que perspectivas, quer em termos individuais, quer em termos colectivos, para esta nova época?

A nível individual espero não ter lesões, e que consiga fazer mais e melhor que na época passada.

A nível colectivo, espero que no mínimo, a equipa consiga novamente marcar presença no playoff da CNB1.

Agora tenho um desejo pessoal, que era ver o basquetebol a voltar a ser o que era. Nos últimos vinte anos, as pessoas que mandam nos basquetebol do nosso país não mudaram, mas o basquetebol mudou e para pior... algo tem que ser feito. Penso que uma mudança, com gente nova e ideias novas poderiam ser um bom ponto de partida para voltar a dar visibilidade que este desporto merece.

 

Este ano o teu irmão mais novo também ingressou no Olivais. É importante para ti?

Após a paragem que teve devido a lesão (cerca de dois anos), foi muito importante e uma grande alegria vê-lo de novo a jogar. O facto de ele ter jogado na mesma equipa que eu, deu  um sabor especial a esta época. É um jovem com bastante talento e a paragem de dois anos em nada afectou as suas qualidades como jogador. Provou que se estiver bem fisicamente é um jogador para outros «voos».

Como jogamos muitas vezes na mesma posição foi engraçado  ter que “competir” com ele, mas mais engraçado jogar lado a lado.

 

Que diferenças notas entre a realidade do basquetebol no distrito de Aveiro e no distrito de Coimbra?

O basquetebol de Aveiro é sem dúvida mais competitivo que em Coimbra, também porque existem mais equipas com mais recursos. Nos últimos anos deixei de acompanhar o basquetebol aveirense nos escalões de formação mas sei que os escalões de Juniores A e Juniores B já não são o que eram e que as fases finais já não têm o ambiente e o simbolismo que tinham quando eu jogava.

Relativamente a seniores, quando defronto equipas do distrito de Aveiro (Beira-Mar, Oliveirense, Sanjoanense, etc) noto que são equipas que defendem melhor e com mais agressividade do que as equipas mais a sul, mas são talvez dos meus adversários favoritos até porque continuo a ter muitos amigos a jogar no distrito de Aveiro.

 

Conheces o DesportoAveiro?

Sim conheço. É um espaço que acompanho com regularidade há já uns anos, e é onde obtenho a maior parte das informações do basquetebol aveirense. Acho um bom espaço informativo e ainda com mais valor por ser um “trabalho” por carolice e amor ao desporto.

 

Nome completo: Tiago Alexis de Sousa Pina

Data de nascimento: 29-11-1983

Naturalidade: Águeda

Peso: 89Kg

Altura: 1,88m

Posição: Extremo

Clubes:

Sangalhos (1998 – 2004)

Olivais Coimbra (2004 – 2007)

BC Kimbria (Maastricht – Holanda 2007)

Olivais Coimbra (2008 – presente)

publicado por Pedro Neves às 10:46
link | Faça o favor de comentar! | favorito
Quarta-feira, 10 de Agosto de 2011

...

 

Tiago Pina, jogador do Olivais de Coimbra, brevemente em entrevista ao DesportoAveiro.

 

 

publicado por Pedro Neves às 09:41
link | Faça o favor de comentar! | favorito
Sexta-feira, 10 de Junho de 2011

ENTREVISTAS DESPORTOAVEIRO (19) / Carlos Resende, basquetebolista da Oliveirense

 

 

Carlos Resende começou a jogar na Oliveirense; depois, e aproveitando o facto de vir estudar para Aveiro, prosseguiu a sua «formação» no Galitos; na época passada, representou o Vagos, para, um ano depois, regressar à Oliveirense.

 

Em entrevista ao DesportoAveiro, Carlos Resende fala no orgulho em representar a Oliveirense e deixa bem claro que o objectivo passa por ser campeão nacional do CNB1.

 

«As finais são para ganhar!»

 

O primeiro objectivo - a subida à Proliga - já foi conseguido. A Oliveirense venceu com justiça a Zona Norte do CNB1?

É verdade, o nosso principal objectivo foi alcançado. Objectivo esse que foi delineado pelo grupo no início da época. Com esforço, dedicação e o empenho de todos, conseguimos atingi-lo. Quem ganha normalmente é o justo vencedor, e para mim foi o que aconteceu. Somos um grupo de amigos, ninguém é mais que ninguém e cada um sabe a sua função dentro do grupo. Desportivamente falando, penso que fomos a equipa que melhor basquetebol praticou durante todo o campeonato, jogamos de uma forma organizada e coesa. Portanto, acho que a subida à Proliga foi justíssima.

 

A Oliveirense, depois de épocas de glória na Liga, prossegue o seu trajecto de recuperação. O basquetebol em Oliveira de Azeméis tem hipóteses de recuperar o prestígio do passado?

Sim, de facto a Oliveirense viveu épocas de glória na Liga, mas um clube como a Oliveirense não perde prestígio por jogar em divisões inferiores. Perde sim visibilidade, mas o prestígio e a responsabilidade de representar este clube mantem-se o mesmo. Sim, penso que o basquetebol em Oliveira de Azeméis tem tudo para puder voltar a ter a visibilidade que teve em épocas anteriores.

 

A final com o Beira-Mar proporcionou bons espectáculos. É a prova que também se pratica bom basquetebol no CNB1?

Sim, ficou provado que se pratica bons espectáculos no CNB1. Tivemos dois históricos da modalidade na final, com dois excelentes grupos de jogadores que dignificaram a modalidade e o distrito. Senão vejamos, nas duas equipas existem atletas que já passaram quer pela Liga, quer pela Proliga. Portanto, como se pode verificar o nível desta divisão é bastante bom.

 

 

 

Como é que tem sido trabalhar com o treinador João Rocha?

Tem sido uma boa experiência. É um treinador jovem, com pouca experiência como treinador, mas com experiência como jogador e com muita vontade de evoluir. Teve os melhores treinadores portugueses e nota-se que isso tem influência na maneira como trabalha e como nos prepara para os jogos. Tem sido agradável trabalhar com ele.

 

Individualmente, como é que te correu esta época?

Quando não se tem lesões durante uma época, nunca se pode dizer que a época nos correu mal. Desportivamente, apesar de conhecer a maior parte dos colegas de equipa, no início as coisas não me estavam a correr como desejava. Necessitei de algum tempo para me adaptar à forma como a equipa jogava. Com o desenrolar do campeonato foi melhorando. Agora estou totalmente adaptado e isso nota-se no meu desempenho. É um grupo fantástico! Aproveito o momento para agradecer a todos a forma como me receberam. Assim, posso concluir que foi uma época muito muito positiva quer a nível pessoal, quer a nível colectivo (o mais importante).

 

Como é que surgiu a possibilidade de mudares do Galitos para a Oliveirense?

Sou natural de Oliveira de Azeméis e este é o meu clube. A minha formação iniciou-se cá e acabei-a no Galitos devido à minha vida académica, pois fui estudar para Aveiro. O ano passado tive uma experiência também muito positiva no Vagos (não no Galitos como é referido). No início deste ano foi contactado pela Oliveirense e foi com enorme orgulho e entusiasmo que decidi regressar ao meu clube de coração.

 

Como é que perspectivas a final do CNB1 com o Gaeirense?

É uma final e costuma-se a dizer que as finais são para ganhar. Portanto, nós vamos fazer tudo para o conseguir. É uma equipa que começou mal a época regular, mas na segunda volta desta só perdeu um jogo. Nos playoff venceu todos os jogos que disputou. É uma equipa muito forte e que vai dificultar muito o nosso trabalho. Contudo estamos muito motivados e como já disse anteriormente vamos fazer tudo para sermos campeões nacionais do CNB1.

 

Vais jogar na Proliga ao serviço da Oliveirense?

Até dia 11 de Junho estou totalmente focado nesta época. Ainda temos um título para discutir. Após esse dia de certeza que me vou reunir com a Direcção e que vamos chegar a uma conclusão. Agora se me perguntarem se gostava de jogar, a resposta é óbvia: gostava muito de cá continuar. Este é o meu clube, esta é a minha terra e aqui sinto-me realizado como jogador.

publicado por Pedro Neves às 01:57
link | Faça o favor de comentar! | ver comentários (1) | favorito
Domingo, 13 de Março de 2011

...

 

ENTREVISTAS DESPORTOAVEIRO (18) / Alexandre Martins, basquetebolista sénior do Clube dos Galitos

 

«Estou no clube a que pertenço»

 

Com que idade é que começaste a jogar e em que clube?

Comecei com cerca de dez anos no Grupo Desportivo da Gafanha. 

 

Depois de teres jogado no Illiabum, num campeonato mais competitivo, regressaste a Aveiro. Nao foi um passo atrás na tua carreira?

Foi um ano muito bom em Ílhavo, onde encontrei uma realidade um bocado diferente daquilo que estava habituado, onde joguei e convivi com pessoas que vivem o basquete e vivem do basquete, o que as faz levar o jogo muito mais a sério. Conseguimos quase todos os objectivos a que nos propusemos, por isso, só pode ter sido um ano muito bom. Chegar ao fim de semana e ter o pavilhão quase sempre cheio é fantástico.

Se foi dar um passo atrás ou não, eu não vejo as coisas simplesmente assim: voltei para o clube onde pertenço e onde me identifico e como nunca quis fazer vida do basquete penso que foi a decisão acertada. 

 

O que é que faltou para singrares no Illiabum?

Foi um ano complicado com lesões. Desde o inicio da época que descobri que tinha um problema nas costas que em algumas alturas da época me condicionava um bocado, depois, quando se tem no plantel jogadores com a qualidade do Xico Rodrigues e Daniel Félix não torna as coisas fáceis, mas como disse foi um ano óptimo de trabalho e que valeu pelos amigos que fiz em Ílhavo e por mais uma experiência enriquecedora.

 

Ainda esperas jogar na Proliga ou na Liga?

Se o Galitos conseguir chegar a esses patamares, sem dúvida, pois o Clube do Galitos tem todas as condições para estar a competir nesses níveis.

 

Achas que em Portugal se dão poucas oportunidades aos jovens basquetebolistas?

A meu ver não é uma questão de dar oportunidades aos jovens, não se criam é condições e motivações para que os jovens queiram jogar basquete ao mais alto nível. Hoje em dia, da forma como o basquete está, os jovens chegam aos 18 anos e não pensam em jogar basquete, vão para as universidades e esquecem o basquete, portanto, os jovens que aparecem não tem a qualidade suficiente para singrarem no basquete, faltam referências, por exemplo eu lembro-me de ir ver jogos do Aveiro Basket onde jogavam o Heshimu, Paulo Pinto entre outros e de pensar para mim que um dia gostava de ser eu a estar ali a jogar. Lembro-me também de passar os meus fins de semanas de pavilhão em pavilhão a ver jogos e como eu havia muitos. Hoje em dia, qualquer que seja o jogo, os pavilhões têm meia dúzia de pessoas, os tempos mudaram e os “miúdos” que deviam estar a saltar de pavilhão em pavilhão para ver basquete, preferem outras actividades, ou seja as gerações que vão surgir no basquete nunca vão sentir o jogo como as gerações anteriores.

 

O Galitos esta época tem hipóteses de subir ao CNB1?

As coisas complicaram-se com a derrota do Gafanha. Ficámos agora dependentes de terceiros, e com um calendário não muito favorável. 

 

Quem são os principais adversários na luta pela subida?

Neste momento estão três equipas a lutar para dois lugares na fase seguinte: Galitos, Leça e Esgueira. Vamos ver o que acontece nestes fins de semanas que se aproximam, mas gostava muito que fossem as duas equipas de Aveiro que passassem à fase seguinte, algo difícil de acontecer devido aos resultados anteriores.

publicado por Pedro Neves às 19:11
link | Faça o favor de comentar! | favorito
Sexta-feira, 11 de Março de 2011

...

ENTREVISTAS DESPORTOAVEIRO (17) / João Panão, atleta junior de futsal do Sport Clube Beira-Mar
 
João Panão
 
Joga-se hoje a primeira «mão» da final do Distrital de Juniores, em futsal, entre Beira-Mar e Lamas Futsal. Para o guarda-redes, João Panão, da equipa aveirense, vão ser dois jogos equilibrados.
 
«O campeão vai ser decidido por pormenores»
 

Onde e com que idade é que começaste a jogar futsal?

Comecei a jogar futsal através do desporto escolar na escola de Cacia, no meu primeiro ano de iniciado (12 anos). Fui influenciado por vários amigos a experimentar os treinos, pois faltava um guarda-redes e era a posição que eu jogava no futebol (Estrela Azul). Foi assim que comecei verdadeiramente a jogar e a gostar de futsal.

Tive a grande sorte de ter o Sr. José Romão como treinador no desporto escolar, acabando por ser fácil a adaptação à modalidade, e tendo sido ele o grande responsável por ter ido para o S.C. Beira-Mar, onde comecei a jogar futsal federado.

 

O Beira-Mar venceu a Zona Sul do Distrital de juniores. Era esse o vosso objectivo?

O objectivo de todos os escalões da formação do S.C. Beira-Mar, definido pelo Presidente Rui Costa, é unicamente formar homens. Se os escalões tiverem em boa forma e a fazer boas pontuações, é fruto das qualidades dos jogadores e do trabalho que é feito nos treinos e dos treinadores.

 

A final joga-se a duas mãos com o Lamas Futsal. Perspectivas para esta final?

A minha perspectiva é que sejam dois jogos difíceis, em que os resultados serão definidos por pormenores. Ambas as equipas merecem, por mérito próprio, estarem aonde estão, portanto, partem em igualdade para o jogo.

 

O teu objectivo é passar a sénior do SC Beira-Mar?

Infelizmente, dentro de todos os meus objectivos, nenhum passa por fazer parte da equipa sénior do S.C. Beira-Mar. Um dia mais tarde, se tiver oportunidade e se a minha vida estiver estável, terei muito gosto em representar de novo o clube do meu coração. Por agora há universidade para fazer...

 

Quais os teus objectivos individuais como atleta de futsal?

Gostaria de melhorar um pouco em termos técnicos para guarda-redes, porém não tenho alguém que me apoie nesse sentido (treinador de guarda-redes). Ainda tenho muito que aprender e gostaria imenso de jogar com o Daniel, guarda redes do Covão do Lobo que, na minha opinião, é de longe o melhor guarda redes do distrito. Se seguir para a universidade, gostaria de entrar ou no futsal universitário ou então (e em princípio) na distrital de Lisboa.

 

Como é que analisas o momento do futsal em Portugal?

Não consigo analisar num território tão grande um desporto que está numa expansão abismal. Reduzindo-me só ao futsal do distrito de Aveiro, e fazendo uma análise deste, penso que é impressionante o que as pessoas ligadas ao futsal estão a fazer e a organizar. Não só criam eventos de grande divertimento cultural e desportivo, como também conseguem captar mais e mais atletas e fãs para este desporto.

Há um grupo de pessoas em Aveiro que estão de parabéns pelo trabalho feito e pela divulgação e evolução que têm feito no futsal.

 

FICHA

 

Nome completo: João Pedro Panão Balseiro

Data de nascimento: 19-08-1992

Estado civil: Solteiro

Naturalidade: Cacia

Outras modalidades preferidas: Futebol, Andebol, Voleibol.

publicado por Pedro Neves às 23:23
link | Faça o favor de comentar! | ver comentários (1) | favorito
Segunda-feira, 6 de Setembro de 2010

ENTREVISTAS DESPORTOAVEIRO (16) / João Carmo, atleta do Sangalhos Desporto Clube

Joao Carmo  «O basquetebol português está péssimo!»

 

João Carmo. Frontal e directo. Aborda a nova época do Sangalhos e sem rodeios diz o que pensa sobre o estado actual do basquetebol português. Para ler e...meditar.

 

Pelo que já é do conhecimento publico - a continuidade do treinador, de grande parte dos jogadores da época passada e dos reforços já adquiridos - o que podemos esperar da participação do Sangalhos esta temporada?
O Sangalhos desta temporada será certamente um Sangalhos de luta e vontade de ultrapassar todos os adversários. Sabendo que estamos mais débeis no que respeita ao confronto físico, especialmente no jogo interior, mas isso não será algo que nos meta medo de forma nenhuma. Somos todos portugueses com qualidade e bastante experiência. A entrada de jogadores como o Fernando, que no ano passado tinha o seu espaço numa equipa que disputou a Liga Profissional vai sem duvida trazer grandes vantagens para todos nós. O Francisco é um jogador com potencial que vai certamente dar o seu contributo. A continuidade do treinador é sem duvida algo sempre positivo quando se trata da continuidade do Professor Francisco Gradeço. É um treinador cuja qualidade já dispensa apresentação, como tal, penso que estão reunidas todas as condições para que os objectivos sejam cumpridos e os patrocinadores do Sangalhos se sintam orgulhos daquilo que o clube vai alcançar. Na verdade, sempre gostei de ser outsider.

 

A confirmar-se a ausência de atletas estrangeiros no plantel, não será um handicap forte?
Como disse anteriormente, perdemos a nível de capacidade física mas ganhamos a nível de espírito de grupo e entreajuda. No ano passado, tivemos difíceis adversários que ultrapassamos quando os estrangeiros estavam debilitados, e sinceramente, era quando o grupo sentia que defendia melhor. Vamos ver, penso que os jogadores estrangeiros ajudam quando percebem que vem para ajudar e ser uma mais valia para o grupo, quando pensam que o grupo é que os vai ajudar a ter um melhor contrato no ano seguinte, o resultado é desastroso.

 

Hoje, és um dos valores firmados da Proliga. Não desejas um dia jogar na Liga?
Em miúdo sim, desejei como todos os miúdos que jogam nas camadas jovens o desejam, mas cedo percebi que, infelizmente, as vantagens de jogar na Liga Profissional não são muitas, para além se ter mais visibilidade, pelo contrario, aplicamos mais tempo e dedicação em algo do qual vamos tirar poucos dividendos. Não gosto do estado do Basket Português actual, e o que prova a minha forma de estar é que são muito poucos os jogadores que na minha altura tomaram a decisão de continuarem o sonho e que continuem na liga profissional, e a terem sucesso, aliás, se é que na parte do sucesso temos algum. Todos vêm parar à Proliga (os que ainda jogam) porque tem oportunidade de ter um trabalho, levar a sua vida e no fundo participar num campeonato onde os pavilhões têm mais gente e se vibra mais com o basket.

 

A Selecção Nacional ganhou apenas um jogo na fase de qualificação para o Europeu. O basquetebol português está assim tão mal?
Está péssimo!! Tomo contacto com a realidade do Sangalhos Desporto Clube todos os dias e de facto, está numa situação que só uma mudança estrutural profunda poderia renascer o basket. Não gosto nada de, por exemplo, ir ver um jogo de Juniores A hoje em dia, e ver as equipas a praticarem pior basket e com MUITO menos capacidade individual do que nós praticávamos em cadetes na altura, é inadmissível, isto é o puro retrocesso. Fui ver uma fase final de juniores e o pavilhão tinha meia dúzia de pais a assistir aos jogos, como é isto possível?? A culpa não é, claro, das pessoas que não vão ver os jogos, mas sim da qualidade e interesse pelo basket, da qualidade das pessoas que lideram escalões de formação. Sempre achei que os melhores treinadores, se o basket queria evoluir, teriam de estar na formação, poucos são aqueles treinadores que realmente tem qualidade e muita experiência, e que se dedicam à formação. Isto é grave, é o desligar completo daquilo que é o interesse pela evolução do basket. Ganhar campeonatos da Liga ou da Proliga, não evolui o basket português, ganhar um campeonato de cadetes, pode possivelmente significar que se formaram jovens com qualidade, e eu gostava que fosse esta a mentalidade e não outra. Um exemplo da diferença de mentalidade é ver hoje em dia equipas em iniciados a defender zona. Uma equipa, quando eu fui cadete, que defendesse zona, era publicamente gozada assim como o seu treinador, hoje é normal. Inadmissível!!!!

 

És um jogador de uma família de basquetebol, já que o teu pai foi um grande jogador e o teu irmão, embora tenha terminado a carreira cedo, era também um atleta de grande talento. A família foi importante para ainda hoje jogares basquetebol?
Na verdade, a família, tirando a minha mãe que não falha um jogo do SDC, desligou bastante do basket. O meu irmão, que tinha um talento interminável e podia ter chegado onde ele quisesse, teve aquela grave lesão que o afectou completamente e o fez não conseguir estar num campo de basket para ver um jogo. O meu pai, por razões de descontentamento com os senhores que mandam no basket, hoje em dia, afastou-se, e só ele pode responder. É óbvio que em tempos, ele e a minha mãe foram as pessoas mais importantes na minha vida basquetebolistica, tenho muita pena que ele não treine uma equipa de formação, é um formador de jovens FANTÁSTICO, e aqueles que trabalharam com ele sabem do que falo. Ensinou-me o que é trabalhar para ser campeão, E SER CAMPEÃO, a mim e a todos os que connosco trabalhavam, e isto é algo que falta até na sociedade hoje em dia, as pessoas aprenderem que tem um objectivo e trabalham para o alcançar, o desporto ensina isso, as pessoas que ensinam o desporto é que não sabem o que ensinam e a importância disso no crescimento e educação de um jovem. Querem é ganhar campeonatos seja de que forma for. É pena que assim seja......

 

- - - - - - - - - -

 

CURTAS 

 

Musica preferida: "If i had eyes" Jack Johnson

Melhor zona do país para passar férias: Vila Nova de Milfontes

Prato preferido: Bacalhau com batatas a murro

Bebida preferida: Sumo natural de limão

Verão ou Inverno: Verão

Carro preferido: Porshe Cayenne

Cor preferida: Amarelo

publicado por Pedro Neves às 23:02
link | Faça o favor de comentar! | ver comentários (1) | favorito
Sábado, 28 de Agosto de 2010

João Carmo em entrevista!

 

João Carmo, atleta do Sangalhos, brevemente em entrevista exclusiva, aqui no DesportoAveiro.

 

 

 

publicado por Pedro Neves às 16:19
link | Faça o favor de comentar! | favorito
Segunda-feira, 9 de Agosto de 2010

ENTREVISTAS DESPORTOAVEIRO (13) / João Pinho, reforço do Liberty São Bernardo

 

«Passar do Ala para o São Bernardo é um "salto" importantissimo para mim»

 

A mudança do Alavarium para o São Bernardo há várias épocas que era falada, mas só este ano é que se concretizou. Porquê?
Acredito que fosse essa a imagem que corria, visto que também me chegavam esses boatos ano após ano, contudo sem fundamento. Para comprovar, não é preciso pensar muito e chegarmos à conclusão que nestes últimos anos o SB e o LSB estiveram sempre «recheados» de GR's de alto nivel: Juan, Humberto, Rui, Telmo, etc... e portanto, eu, não seria uma grande mais valia. Este ano, felizmente, aconteceu e eu atingi um grande objectivo da minha carreira.
Durante anos fui passando a ideia ao Presidente do Alavarium, o Paulo, que apenas saía do clube quando retribuisse tudo aquilo que fizeram por mim desde o primeiro dia, portanto aproveito para dizer que neste momento parto de consciencia completamente tranquila para este novo e grande desafio, acreditando que durante estes longos anos tudo fiz para dignificar o clube.   
 

Seja como for, é um salto importante na tua carreira, certo?
Não diria importante, mas sim importantissimo, pois quer o nivel, quer a exigência de uma 2ª divisão não pode ser comparado, nem de perto nem de longe, com uma 1ª onde estão os grandes clubes do nosso Andebol. Por outro lado, surge numa altura em que começava a crescer em mim algum descontentamento, fruto de vários factores. De repente e desde a confirmação da mudança, esta desmotivação transformou-se novamente numa ambição e vontade tremenda. 
Quem me conhece e trabalhou comigo sabe perfeitamente que para eu render o que posso, preciso de estar confortável no lugar onde estou e receava que este ano isso não acontecesse, portanto até por este ponto de vista foi mais um passo importante para a minha evolução.
 
Vais para o São Bernardo com que objectivos?
Em primeiro lugar quero ser mais um para ajudar o colectivo naquilo que me for possivel. Para tal, estou convicto que vou ter de melhorar a cada dia e sinceramente creio que estou no local ideal para isso pois é com os melhores que se aprende. Só conseguirei provar a quem apostou em mim que a escolha foi acertada se render mais a cada treino e jogo que passe, portanto, vou nesse caminho. 
 
O São Bernardo pode ser o trampolim para um clube de ainda maior nomeada?
Sinceramente não tenho neste momento cabeça para pensar nisso, pois, figuradamente, ainda agora dei um salto e tenho de ter muito cuidado para não cair. Com isto pretendo dizer que apesar de todos nós termos sonhos de criança, neste momento quero apenas viver este e fazer por merecer tudo de bom num futuro.
 
Que recordações guardas dos anos em que passaste no Alavarium?
Muitas. Não é segredo para ninguém que o clube me acolheu com carinho e sempre me deu tudo o que precisei, portanto é normal que as coisas boas fiquem bem presentes assim como as menos boas.
É mais fácil para mim dividir esta questão em partes. Assim sendo as maiores recordações que guardo como jogador são dos meus tempos de Juvenil e Junior onde o Andebol era jogado de alma e coração nem sempre com resultados brilhantes mas sim com uma vontade e entreajuda enormes dada a amizade que havia entre nós. É este o grupinho que se mantém no Andebol de Praia. Juntamente com isto guardo também os dois jogos do ano passado como Sénior, com o Avanca durante o PlayOff não tanto pelos resultados, embora tivessemos ganho os dois jogos, mas sim pela vivência entre publico e jogadores. Foi a primeira vez que vi adeptos pendurados nas paredes para assistir a um simples jogo de uma divisão baixa. Para mim foi fantástico, adoro jogar nestes ambientes. Aproveito para deixar aqui também o meu Obrigado aqueles que me apoiavam em todos os jogos fazendo-me ir buscar forças e energia onde ela por vezes não existia, ora gritando o meu nome, ora batendo palmas efusivamente a cada defesa. Apesar de o publico do Alavarium não ser muito númeroso é sem duvida uma grande recordação que ficará também para sempre comigo.
Já que falo em público seria impossivel não falar aqui também das minhas meninas que treinei durante duas épocas. Apesar de ser na altura uma equipa de pequeninas, passei com elas dos momentos mais fantásticos e mais emocionantes da minha vida andebolistica até ao momento.
Se a todas estas coisas boas, juntarmos todos os treinadores e dirigentes que conviveram comigo, facilmente percebemos que boas recordações não faltam.
Por outro lado e porque nem tudo é bom, há recordações negativas como por exemplo o facto de não termos alcançado a subida de divisão no ano passado embora tenhamos estado tão perto. Poderia ainda falar de outras recordações negativas sobre factos estranhos,sobejamente badalados, que aconteceram mas como este é um momento de alegria para mim, não o farei.
 
 
 
FICHA
 
Nome: João Manuel Lemos Pinho
Data de nascimento:02-09-1984
Naturalidade:Albergaria-a-Velha
Altura:1m87cm
Peso:100kg
Clubes: Clube de Albergaria, Alavarium, Liberty São Bernardo Andebol Clube
publicado por Pedro Neves às 22:28
link | Faça o favor de comentar! | ver comentários (3) | favorito
Quinta-feira, 22 de Julho de 2010

ENTREVISTAS DESPORTOAVEIRO (12) / Pedro Costa, coordenador do sector masculino e treinador da equipa sénior do Esgueira

«Queremos que o Esgueira seja um clube mais atractivo para as pessoas de Aveiro»

 

A época passada ficou marcada pelo fim da equipa sénior masculina que tinha vindo a competir na Proliga. Que repercursões, teve esta decisão no clube?

A época passada a Direcção do Clube Povo Esgueira face à conjectura actual da economia, que motivou a perca da alguns patrocínios, bem como o incumprimento por parte de algumas entidades, teve de tomar a difícil decisão, mas acertada, de terminar com a equipa da Proliga e Liga Feminina, e iniciar um processo de recuperação financeira do clube. Era necessário que o Clube sobrevivesse a esta "machadada" e para isso seria necessário e empenho de todos, dirigentes, treinadores, sócios etc.
Nessa altura decidi que só sairia do Clube para um Projecto sénior credível. Tive dois convites que, por razões diferentes, não aceitei e achei que seria altura de não abandonar o barco e de "pagar" a dívida moral que tenho para com o clube que me formou como jogador e me ajudou muito a formar como homem.
Fiquei, e em boa hora o fiz. Mas para isso seria preciso reanimar o clube e quem mais do que os pais dos atletas para ajudarem nesta tarefa. Foi quando desafiei o actual presidente do Clube e meu amigo de longa data, Jorge Caetano a liderar uma comissão de pais. Esta comissão teve um papel fundamental na vida e dinâmica do clube na época passada e dela nasceu a actual Direcção, que apesar das dificuldades se encontra motivada e com ideias para que o clube avance e se torne um clube mais atractivo para as pessoas de Aveiro e de Esgueira em particular.
Foi uma época muito positiva em que o Clube aumentou o número de praticantes no Mini Basquete, esteve presente na fase final de Iniciados masculinos (coisa que já há muito não acontecia) e femininos, Juniores femininos, Participou em campeonatos Nacionais, Intel Associações, etc. O Clube manteve-se vivo e dinâmico e vai no caminho certo para crescer cada vez mais.

 

Este ano regressa com os seniores masculinos. É o recomeçar pela base?

Face ao afastamento natural da maior parte dos jogadores do CPE na Época passada para Clubes da Liga e Proliga, o que é bom sinal, pois eram todos formados no Clube, e face à falta de jogadores Juniores A que pudessem colmatar esta falha, a Direcção transacta decidiu que não haveria condições para participar na CNB2. Este ano, a actual Direcção decidiu que era importante para o Clube arrancar com uma equipa sénior que pudesse servir de referência atletas da formação e colocou-me esse desafio. Confesso que não foi uma decisão fácil para mim, primeiro porque a CNB2 não é um campeonato atractivo, para quem há um ano atrás andava a competir com as melhores equipas do país, segundo porque teria muito gosto em continuar com a minha equipa de cadetes que muito prazer me deu treinar nesta época. Foi-me dito pela Direcção que o projecto só teria sentido comigo a liderá-lo. Aceitei o desafio e neste momento andamos a tentar construir um grupo competitivo, que lute pela subida à CNB1, ou quem sabe, se as coisas estabilizarem em termos financeiros, a outros voos, mas sempre com os pés bem assentes no chão.
Vai ser sem dúvida um recomeçar pela base, e é com agrado que vejo que o Clube ainda é um clube atractivo com o regresso de alguns meus ex-jogadores e inclusão de outros que se identificaram com o projecto.

 

Que balanço geral fazes da época que passou?

O balanço que faço, como já referi anteriormente na primeira questão, é o mais positivo possível. Aumentamos o número de praticantes, participamos em fases finais, participamos em campeonatos Nacionais, Inter associações, criou-se uma Comissão de Pais, uma nova Direcção surgiu no Clube, resumindo o clube cresceu e esteve dinâmico.

 

Que novidades apresenta o Esgueira na época 2010/11?

A principal novidade é sem dúvida a Direcção que tomou posse em Maio e que surgiu da comissão de pais. É uma Direcção que está motivada e que quer tornar o Esgueira num clube mais atractivo para todos. Outra será  o ressurgir da equipa sénior masculina, que esperemos que traga mais gente ao pavilhão. Depois e como houve um crescimento no número de atletas, vamos ter mais equipas a treinar.

 

Entre o masculino e o feminino, qual o sector que está melhor actualmente?

Nos últimos anos sem duvida que a nível da formação o sector feminino esteve bem melhor, neste momento penso que o clube está mais equilibrado nos dois sectores e acima de tudo queremos que continue a crescer e para isso o Mini Basquete que tem de ser a alma do Clube e terá de continuar a melhorar.

 

Depois de muitos anos a treinar na Proliga, continuas motivado para trabalhar no Esgueira?

Treinar a Proliga foi uma experiência fantástica, principalmente na última época em que jogamos com as equipas da Liga e fizemos um excelente campeonato,  mas  se não estivesse motivado não estaria aqui concerteza. Sou um dos principais responsáveis se não o principal, por o meu amigo Jorge Caetano estar hoje na difícil tarefa de presidir este Clube, de maneira alguma lhe iria voltar as costas nesta fase tão importante que o Clube vai atravessar. A vida é feita de desafios e eu estou pronto para mais um,   Deus me dê saúde para o encarar porque quando me meto nas coisas é de corpo e alma.

 

 

FICHA

 

Nome: Pedro Costa
Data de nascimento: 29 Junho de 1966
Naturalidade: Aveiro
Trajecto: Treinador desde 1987, nível III,  tendo iniciado no Esgueira passando pelo Galitos, Beira Mar, Oliveirense e actualmente novamente Esgueira

 

 

Categorias: ,
publicado por Pedro Neves às 21:17
link | Faça o favor de comentar! | ver comentários (2) | favorito
Quinta-feira, 10 de Junho de 2010

ENTREVISTAS DESPORTOAVEIRO (11) / Nuno Ferreira, treinador da equipa campeã nacional de basquetebol – AD Vagos

 

 

«Estamos muito orgulhosos do nosso trabalho»

 

 

Depois da Taça de Portugal e da Supertaça, o Vagos conquistou o título de campeão nacional de basquetebol feminino. Sentes que entraste para a história do clube e do basquetebol aveirense? 

 

Sinceramente, nunca pensei sobre esse assunto. O importante é que liderando um grupo de jogadoras e restante staff, conseguimos, juntos, alcançar um objectivo comum. Conseguimos títulos inéditos nos últimos anos para o Vagos, o que muito nos orgulha. Sem duvida que conquistar a principal competição nos deixa muito felizes e orgulhosos do nosso trabalho. Se a historia nos vai reconhecer por isso, óptimo, mais um motivo de satisfação.

 

Na final, contra o Olivais, não esperavas uma oposição mais forte?

 

Estou habituado a que quando ganhamos, o êxito seja relativizado, da mesma maneira que se tivéssemos perdido seria empolado. Normalmente, quando não interessa ou não queremos reconhecer valor é porque os outros foram mais fracos. Na minha opinião, o campeonato foi muito equilibrado, boas equipas e excelentes executantes e nós, Vagos, ao longo da época, fruto do trabalho, dedicação, ambição e o perseguir de vários objectivos, fomos os melhores e mais competentes. Acho que ao longo da época fomos demonstrando isso semana após semana. O Olivais esteve bem, mas sempre que conseguimos ser uma equipa forte a defender, conseguimos ser superiores.

 

Quais os segredos principais para este êxito?

 

Acho que não houve segredos, existiu sempre uma forte união e um espírito de grupo elevado. Tentamos treinar sempre com o máximo de qualidade possível, e quando isso por vezes não acontecia, tentávamos elevar a qualidade no treino seguinte. Todas as jogadoras percebiam o seu papel no grupo e quando isso acontece, tudo se torna mais fácil. Acho que o lema, "uma equipa, um objectivo, um compromisso" sintetiza todo o nosso espírito.

 

Esta época, o Vagos jogou pelo segundo ano nas competições europeias. Houve evolução?

 

Claro que sim, já não era novidade, já tínhamos uma noção das dificuldades. Se para as jogadoras mais jovens era uma novidade, quem já estava no grupo conseguiu transmitir a experiencia que já tínhamos vivido. As dificuldades que sentimos a exigência a que todos nós somos sujeitos faz com que tenhamos vontade de enfrentar estas dificuldades. Seremos melhores sem dúvidas, porque a nossa competência tem que ser cada dia melhor. A intensidade, o contacto físico, a velocidade a eficácia a que se joga na Europa, defrontar grandes jogadoras, grandes equipas, grandes técnicos só nos faz crescer e perceber que caminho temos que seguir para sermos melhores.

 

Já afirmaste que para continuares no Vagos, o projecto tem que se manter vencedor e ambicioso. Já podes adiantar alguma coisa sobre o teu futuro?

 

Tenho afirmado que o projecto tem de se manter vencedor, ambicioso e realista. O meu futuro depende sem dúvida destes pressupostos em qualquer clube que trabalhe ou venha a trabalhar. Estamos a terminar uma época, ainda teremos tempo para avaliar e perceber algumas coisas, depois disso decidirei.

 

Há quem diga que o Vagos não pode ter uma equipa feminina na Liga e outra masculina também na Liga. Qual a tua opinião?

 

A minha opinião, como é evidente, não a direi aqui.

 

Ainda sobre o título, a quem o dedicas especialmente?

 

À minha família, muito em especial à minha filha e ao meu avô que já faleceu e era o meu fã nº 1.

 

Qual a importância do teu adjunto João Janeiro no sucesso alcançado?

 

Quem trabalha comigo, sabe que tem grande importância. Trabalho em equipa e perante isso, a pessoa que mais perto de mim esta é o meu adjunto. A importância dele é igual aquela que tive quando fui adjunto e também ajudei a conquistar títulos. Adjuntos para fazer substituições nos treinos e andar com os coletes e águas já não se usam nos dias de hoje. Ser treinador e trabalhar com competência, faz com que a equipa técnica se complemente, que todas as decisões e pontos de vista sejam discutidos, que não haja duvidas para que a mensagem seja clara. Quero realçar que desta equipa técnica, não me esqueço do Nuno Troia e Nuno Martins.

Alberto Marques e Marcio Grave as duas pessoas que nos acompanharam durante todos os treinos e que criaram sempre condições ideais em ternos logísticos. Foram de uma dedicação fantástica.

 

Costumas visitar o DesportoAveiro?

 

Não diariamente, mas costumo sim

 

FICHA

 

Nome completo: Nuno Emanuel Santiago Ferreira

Data de nascimento: 13/01/1971

Local de nascimento: Sangalhos

 

Trajectória como treinador:

 

Treinador de nivel III desde 2002
 
1990/2000 - Treinou todos os escalões de formação masculinos no Sangalhos Desporto Clube,
                 
2000/2003 - Adjunto da equipa sénior masculina do Sangalhos Desporto Clube
                 * (2001/2002, 2002/2003), Campeão Nacional da Proliga
 
2003/2006 - Principal da equipa sénior masculina do Sangalhos Desporto Clube
                 * 2003/2004 Vice Campeão da Proliga, Final 8 da Taça de Portugal
                 * 2005/2006 Treinador All Star
 
2006/2010 - Principal da equipa sénior feminina da AD Vagos
                 * 2006/2007, 2009/2010 Treinador All Star
                 * 2007/2008 Vencedor da Taça de Portugal
                 * 2008/2009 Vice Campeão da Liga Feminina
                 * 2008/2009, 2009/2010 Presença nas competições europeias - Women Cup
                 * 2009/2010 Campeão Nacional da Liga Feminina, Vencedor da Supertaça, Vencedor da Taça Victor Hugo

publicado por Pedro Neves às 23:05
link | Faça o favor de comentar! | ver comentários (1) | favorito
Quinta-feira, 6 de Maio de 2010

ENTREVISTAS DESPORTOAVEIRO (10) / Tomé, atleta junior da equipa de futsal da Casa do Povo de Esgueira

O DESPORTOAVEIRO alarga as suas entrevistas a outras modalidades que nao apenas o basquetebol e estreia-se com um jovem praticante de futsal da Casa do Povo de Esgueira. Tome, de seu nome, em entrevista exclusiva ao DesportoAveiro:

 

«Não me estou a ver jogar noutro clube!»

 

 

Que balanço é que fazes da participação da Casa do Povo de Esgueira no Distrital de juniores? 

O balanço que faço acaba por ser bastante positivo, ao termos alcançado um honroso 3º lugar distrital. Apesar desta equipa ter tido apenas 5 ou 6 jogadores «base» de há 4 anos, conseguimos integrar mais ou menos o mesmo número de jogadores que se estrearam esta época a jogar futsal a nível federado. Jogadores estes que foram um grande estímulo para o evoluir da equipa em termos técnico-tácticos, uma vez que ao corrigirmos os erros deles, nós próprios começávamos a perceber o porquê de efectuarmos inúmeras acções dentro de campo nas quais não conhecíamos inicialmente o seu propósito. Dos melhores companheiros de equipa que apanhei desde sempre. É verdade que faltaram alguns detalhes (faltam sempre!), mas penso que hoje em dia estamos colocados no quadro de honra do futsal de formação nos últimos anos. Acima de tudo, conseguimos dar a volta a uma má primeira volta da série dos primeiros e não«perder logo a cabeça», o que foi muito bom.

Foi o culminar de quatro anos monumentais, com uma equipa técnica espectacular (Amílcar, Caldeira e Sérgio), constituídas por pessoas sérias, humildes, com muito conhecimento na área e que nos ensinaram (ou pelo menos muito fizeram por isso) a ser melhor jogadores e “homenzinhos”.

 

 

O título está bem entregue ao ACR Vale de Cambra?

Penso que sim. Mas não deixo de torcer um bocado o nariz, uma vez que tenho a perfeita noção que podíamos bem ter sido nós os campeões e estar a esta altura a disputar a Taça Nacional, como há dois anos atrás. Mas foi merecido o título do ACR Vale Cambra, que a meu ver mostraram o melhor futsal e jogadores com bastante experiência já na modalidade.

 

Quando e onde é que começaste a jogar?

Comecei a jogar futsal federado aos 15 anos na CPE. Até lá, apenas jogava no desporto escolar pela equipa da Escola Secundária Jaime Magalhães Lima, em Esgueira, e com os amigos.

 

Tens objectivos a atingir no futsal?

Tenho, claro. Nunca encontrei uma modalidade tão fantástica e emotiva como é o futsal para mim. Como se costuma dizer, “esta é a minha praia”.

Após ter realizado o meu último ano de formação, espero ingressar na equipa sénior e marcar o meu lugar. Como rapaz caseiro que sou, não me estou a ver a jogar noutro clube que não a CPE.

 

Como é que justificas o ascendente que a modalidade tem tido no nosso país?

Realmente é incrível a evolução que esta modalidade tem tido nos últimos anos. Um facto que possa explicar esse ascendente será com certeza a emoção que um jogo de futsal traz a quem o presencia. Depois, podemos olhar também para os feitos do futsal nacional dos últimos tempos: 2º lugar no Campeonato da Europa de selecções e agora muito recentemente a conquista do título Europeu de Clubes pelo Benfica. É de facto, uma modalidade em que estamos no topo, a nível mundial, sem qualquer dúvida. E penso que devemos estar orgulhosos por isso. As transmissões televisivas do campeonato nacional realizadas pela RTP2 também ajudam bastante à promoção da modalidade.

 

Conheces o DesportoAveiro?

Sim, comecei a visitar regularmente o blog, depois de ter vindo aqui «parar» pela primeira vez quando da divulgação da Gala dos Campeões do Concelho de Aveiro da época 2007/2008 em que a Casa do Povo de Esgueira  foi  galardoada como campeã distrital de juvenis em futsal.

 

- - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - -

 

FICHA 

 

Nome: Tomé da Costa Matos

Idade: 19 anos

Posição: Fixo

Clube: Casa do Povo de Esgueira

Melhor filme: «The Dark Knight»

Melhor livro: «Filhos Brilhantes, Alunos Fascinantes», de Alberto Cury

Cantor preferido: Zach de La Rocha – Rage Against the Machine

Prato preferido: Bacalhau com natas

publicado por Pedro Neves às 23:26
link | Faça o favor de comentar! | ver comentários (6) | favorito
Sábado, 24 de Abril de 2010

ENTREVISTAS DESPORTOAVEIRO (9) / João Figueiredo, «base» do FC Porto

 

«Um bom base tem que saber jogar xadrez»

 

O basquetebolista aveirense, João Figueiredo, do FC Porto, ainda hoje é o jogador que mais cedo se estreou na Liga profissional. Aconteceu ao serviço do Beira-Mar, então treinado por Orlando Simões, quando tinha apenas 16 pontos. Jogou, entre outros clubes, na PT e no Benfica, mas é no FC Porto que gosta mais de jogar. E o motivo é simples: o FC Porto é o clube do seu coração.

 

Quando começaste a jogar, tinhas alguém na família que já tivesse praticado basquetebol?
Sim, o meu irmão.

 

E hoje, a tua família continua a apoiar-te e a acompanhar a tua carreira?
Principalmente os meus pais, sempre que podem deslocam se ao Porto para ver os jogos.

 

Qual a sensação de jogares ao serviço do FC Porto?
É óptima, pois trata se de representar um grande clube português, desde a estrutura a objectivos!

Sentes-te identificado com o clube?

Completamente, sempre fui adepto do FC Porto, fui sócio durante 5 anos quando era mais novo e por isso tinha disponibilidade para assistir a jogos de futebol e basquete.

É mais fácil jogar numa equipa que luta por títulos ou por uma outra equipa com ambições mais comedidas?
Muito mais fácil numa equipa que não luta por títulos, nem tem responsabilidades de coleccionar troféus!

Em que é que pensas quando estás em campo?
Sempre no jogo, para desempenhar o meu papel no FC Porto tenho que estar muito focado no desenrolar do jogo, pois tenho que fazer constantes avaliações do ataque e defesa.

Qual a principal condição para se ser um bom «base»?
Saber jogar xadrez.

Se não fosses basquetebolista profissional, o que gostarias de ter sido?
Tenista profissional

Uma boa equipa tem que ter forçosamente um bom treinador?
Há boas equipas com maus treinadores, e más equipas com bons treinadores.

O que é que fazes nos teus tempos livres?
Durante a época dedico me ao cinema, musica, literatura, e nas ferias dedico a praia e também acrescento muito ténis e indoor soccer.

 

 

publicado por Pedro Neves às 02:40
link | Faça o favor de comentar! | ver comentários (1) | favorito
Terça-feira, 20 de Abril de 2010

ENTREVISTAS DESPORTOAVEIRO (8) / Carlos Nave, a «alma» dos Ultras Infernais

 

«Somos o maior Movimento Ultra do basquetebol português»

 

Como e quando é que surgiu a claque «Ultras Infernais»? 

 

A ideia era simples: apoiar a Associação Desportiva de Vagos, o nosso clube. Fazer do basquetebol uma festa e nela participar, dando todo o nosso apoio e todo o nosso «amor».

A claque Ultras Infernais foi fundada no dia 15 de Dezembro de 2007 por um conjunto de jovens que apoiava o clube e que, passado algum tempo, optou pela formação de uma claque. Surgem assim, na Superior Sul do Pavilhão Municipal de Vagos. Tomando para seu nome o INFERNO – lugar de grande sofrimento e simbólico que é o nosso grandioso pavilhão um dos maiores de Portugal – os fundadores da claque valorizaram também a condição de todos os membros do grupo denominando-os como Ultras. Nesta condição, todos teriam então que apoiar sempre a A. D. Vagos em qualquer circunstância, demonstrando uma dedicação ímpar ao clube e à missão dos ULTRAS INFERNAIS.

 

Na época passada, o vosso apoio fez-se sentir sempre de uma maneira muito forte (principalmente em vagos), mas este ano a claque parece estar a perder «pujança». Concordas? 

 

Todos os grupos têm os seus momentos altos e momentos baixos. Este ano, temos a noção que tem sido um pouco mais difícil trazer o apoio que se notabilizou nos dois anos transactos. Mas também temos noção que neste fim de época, estamos novamente a renascer, depois de ultrapassados alguns problemas.

 

A claque tem futuro?

 

Sim. Mais que nunca, e temos consciência que somos um movimento respeitado em todos os pavilhões. Digam o que disserem, podemos dizer que somos o maior movimento ultra no panorama do Basquetebol, excepto  as  claques do Benfica e do Porto conseguem -nos superar que estão apenas presentes nas fases decisivas da Liga.

 

Porque razão é que a claque nunca apoiou a equipa feminina da mesma forma que o faz com os masculinos?

 

Optamos pelos masculinos por serem uma equipa que sempre nos deu muito apoio e sempre nos respeitou. No início tivemos problemas com a Gesfunny, que chegou ao ponto de nos cobrar bilhete para assistirmos aos jogos dos femininos, como se costuma dizer o que nasce torto, nunca ou dificilmente se endireita. Mas, mesmo assim, alguns dos nossos elementos costuma ir ver os jogos delas e torcem por elas mas como adepto comum.

 

São públicas as várias «trocas de galhardetes» com adeptos e com a claque do Illiabum. Porquê?

 

Sim, de facto houve alguns problemas, mas acho que é normal porque são duas claques rivais que defendem o seu clube do coração. Mas não queremos dar mais ênfase a este tema. O nosso lema é apoiar o nosso «Mágico Vagos». O que se passa fica entre nós e não na praça pública...

 

Como é que achas que está a correr esta época para o Vagos?

 

A época do Vagos começou muito mal, mas dentro das condicionantes que esta época teve, esperamos que a nossa equipa consiga atingir os objectivos mínimos, que passam pelo acesso aos play-offs.

 

- - - - - - -

 

Curtas

 

Um jogo que te tenha ficado na memória: Todos aqueles que o Vagos ganhou e a Final da Taça de Portugal.

 

Um jogo que tenha corrido mal à claque:  -  Nenhum

 

Preferes basquete masculino ou feminino? -  Masculino

 

O melhor pavilhão: - O de Vagos, que é a nossa Casa.

 

Acreditas que o Vagos um dia pode ser campeão nacional? - Os sonhos tornam -se realidade.

 

Acreditas que as pessoas de Vagos no futuro vão apoiar mais a ADV? - É difícil incutir essa mentalidade, mas com o tempo pode-se concretizar.

 

Qual o jogador do Vagos que mais te marcou? - Pedro Nuno (Um grande Jogador, Um Grande  homem e um líder dentro e fora de Campo)

 

E jogadora? - As minhas «mãezinhas» Carla Nascimento e Lénia

 

Tens receio que o Vagos possa terminar com a equipa sénior masculina? - Isso não vai acontecer.

 

Consideras-te a imagem de marca da claque? - Não, somos todos.

 

O que é que eras capaz de fazer pela ADV? - Não sei, essas coisas não se programam, saem do coração.

publicado por Pedro Neves às 22:45
link | Faça o favor de comentar! | ver comentários (14) | favorito
Terça-feira, 6 de Abril de 2010

ENTREVISTAS DESPORTOAVEIRO (7) / João Janeiro, treinador-adjunto da equipa sénior feminina do Vagos

 

«Prosseguimos o sonho de alcançarmos o título de campeão nacional»

 

 

Depois da derrota na Madeira, quais são as perspectivas do Vagos para os jogos que tem que disputar em casa, referentes à primeira eliminatória do playoff da Liga? 

 

Na Madeira, fomos muito penalizados pelo critério dos árbitros, ficámos muito cedo com muitas faltas, o que condicionou a nossa prestação defensiva na parte decisiva do jogo. O União aproveitou bem isso, associado a uma maior eficácia no ressalto ofensivo que lhes proporcionou muitos segundos lançamentos, mais do que o normal, aspecto que temos de rectificar no próximo jogo e levar a decisão da eliminatória para o dia seguinte.

O União é uma equipa que foi melhorando desde o início da Liga, e aparece nesta fase muito bem. Vamos rectificar as coisas que nos correram menos bem, e naturalmente  vamos trabalhar para passar a eliminatória.

 

O objectivo é ser campeão nacional?

 

Isso é um sonho que prosseguimos desde a época passada, pois queremos repetir  a presença na Fase Final. Trabalhamos todos os dias com muita ambição, com um grupo de jogadoras fantásticas a todos os níveis e de grande dedicação ao trabalho. Mas neste momento, o mais importante é o jogo contra o União, dia 17 deste mês. É nisso que estamos focados, O sonho tem de esperar.

 

Como analisas o campeonato da Liga deste ano?

 

Melhorou bastante. As equipas são mais equilibradas, o numero reduziu mas as equipas apresentaram-se melhor, com estrangeiras de melhor qualidade, jogadoras nacionais experientes, e treinadores competentes. Começam a aparecer também jovens jogadoras de qualidade e talento, fruto do trabalho dos clubes e dos Centros de Treino.

A fase regular teve jogos de grande qualidade, e a participação de Olivais, CAB e Vagos nas competições Europeias, desafiando estruturas 100 % profissionais da Europa, são a prova que o caminho é o mais correcto. Já  no basquetebol masculino ninguém lá vai, não só por questões financeiras, mas também por puro comodismo.

 

O que falhou na Taça de Portugal?

 

O jogo da Taça contra o Olivais foi o melhor jogo do ano entre equipas da Liga, e prova disso foi a forma como as equipas discutiram esse mesmo jogo. O Olivais foi mais consistente no período decisivo, e acreditou que podia dar a volta ao jogo, quando por lesão, deixámos de contar com a Clarissa, tornando-nos mais frágeis no jogo interior. No entanto, a 39 segundos do fim, o jogo estava empatado, e tudo fizemos para conseguir passar á Final, mas o Olivais foi mais feliz conquistando depois o Troféu com todo o mérito.

 

Relativamente à tua equipa de juniores: não foi um fracasso não ter sido campeão distrital?

 

Fracasso foi quem nos obrigou a disputar dois pontos altos do Basquetebol Feminino, no mesmo fim-de-semana, um dos quais (Taça da Liga), organizado por nós em Vagos. Por tal facto, não nos preparámos para a Final Four, já que a prioridade era a equipa Sénior na Taça da Liga, e por isso tivemos que nos dividir, e não nos apresentámos no nosso melhor. Queríamos garantir o acesso ao Campeonato Nacional, que foi conseguido, o resto que viesse a mais, era por acréscimo. A Ovarense ganhou, com mérito num terceiro dia de prova em que estávamos muito cansados,

 

Face ao que o Vagos tem conseguido no basquetebol nacional, não achas que os vaguenses deveriam recompensar o clube com um apoio mais forte?

 

O que falta em Vagos é uma mentalidade e uma cultura virada para o desporto da população em geral, os adeptos e apoiantes do basquetebol são aqueles que conhecem o jogo no seu todo, e na plenitude das suas regras, a partir daí começam a perceber melhor o jogo e a aderir mais, Isso é uma coisa que demora anos a conquistar. Depois, também sou da opinião que temos de oferecer ás pessoas boas condições de conforto, para que as pessoas saiam de casa para ver o basquetebol num pavilhão que de confortável não tem nada nos meses mais frios do ano. E não só em Vagos, mas os nossos pavilhões são locais que não zelam pelo conforto das pessoas, e há um divórcio entre as equipas e a população. Jogámos em França com temperaturas negativas na rua, e no pavilhão estavam 1000 pessoas a 16 graus.

 

O que achas do DesportoAveiro?

 

Um espaço fantástico de grande informação desportiva geral do nosso distrito, que  é lido em todo o país e no estrangeiro. Tem uma dedicação especial ao basquetebol, porque o seu autor também é um adepto, abordando todos os temas relativos á modalidade e aos seus agentes nela envolvidos, assim como a abordagem aos escalões de formação. Desafio-te a construíres o BasketAveiro.

 

- - - - - - - - - - - -

 

PERGUNTA E RESPOSTA RÁPIDA:

 

Melhor jogadora que viste actuar: Lisa Lesley

 

Melhor equipa (feminina) que viste a jogar: Spartak de Moscovo

 

Qual o melhor campeonato do mundo: LIGA ESPANHOLA e a WNBA

 

Clube preferido: PERFUMARIAS AVENIDA SALAMANCA

 

FICHA:

 

Nome completo: João Carlos Santiago Janeiro

Idade: 41

Naturalidade: Caramulo

Clubes como treinador: Anadia F.C.;Portugal Telecom; Sangalhos D.C.; C.P. Esgueira; A.D. Vagos

publicado por Pedro Neves às 22:26
link | Faça o favor de comentar! | ver comentários (1) | favorito
Domingo, 4 de Abril de 2010

ENTREVISTAS DESPORTOAVEIRO (6) / João Miguel Oliveira, treinador da equipa sénior feminina de basquetebol do Gafanha

 

«Esta tem sido uma época atípica» 

 

A época ainda não acabou, mas já é possível fazeres um balanço deste ano à frente da equipa sénior feminina do Gafanha?

Ainda faltam três jogos para terminar a fase regular e ainda estamos na luta pelos play-offs. Quando terminarem os jogos oficiais, aí sim, é altura de se fazer um balanço da época.

Há quem defenda que a época que o Gafanha tem vindo a fazer defraudou as expectativas... 


Esta época houve equipas que se reforçaram bem, três/quatro equipas querem subir á Liga, está um campeonato mais competitivo. Quanto ao Gafanha, é uma equipa muito jovem, com média de idade de 22,4 anos. Quem acompanhou  a nossa época desde o inicio, sabe que tem sido uma época atípica em termos de lesões, tive 6 atletas lesionadas (joelhos) durante alguns meses, uma em «erasmos» que voltou em Fevereiro, duas por motivos profissionais nem sempre podem estar presentes com o grupo, outra que também por motivos profissionais teve que abandonar, num grupo de 14 atletas ficou curto. Tive que me socorrer a duas atletas juniores da formação. É difícil criarem-se rotinas, não podendo fazer o 5x5 nos treinos. Para o fim da época, já estão a voltar as lesionadas e já fizemos bons jogos. Mas nada apontar ás atletas que, muitas ou poucas, nos jogos e nos treinos tem dado sempre tudo.
É certo que podíamos ter feito sempre mais um pouco, toda a gente pode, só assim nos superamos a nos próprios.

Estás satisfeito no Gafanha? 


Claro que sim, é uma casa que bem conheço. Estive cá 3/4 épocas, há 10 anos, onde fui vice-campeão de cadetes masculinos. Não era para treinar ninguém esta época, porque quero acabar o curso, mas o Carlos (já o conheço, ainda ele estava em Espanha), convenceu-me.

Na próxima época, vais continuar no Gafanha?

Ainda é cedo para falar disso

 

Já treinaste formação e seniores femininos e masculinos. O que preferes?

São realidades completamente distintas.
Em competição, tens de ganhar acima de tudo, não tens que pensar que todos os atletas têm de jogar e têm de  jogar os melhores. Tens de fazer muitos trabalhos de casa, fazer scouting, ver vídeos, analisar pontos fortes, fracos do adversário, na nossa equipa tirar o máximo de partido das características de um jogador, os movimentos mais complexos para aproveitar os nossos pontos fortes. Portanto, é aproveitar o que se tem, limar umas arestas para no jogo sair bem.
Na formação,   tens de ter outros cuidados, até porque estamos ajudar de uma forma marcante aspectos da juventude dos atletas, não só no desporto, mas também em termos sociais. Muitos dos atletas vêm em nós um líder, uma referência. Já tive muitos atletas que vinham falar comigo dos mais variados temas que não o basquete. Nós treinadores temos outras funções junto a eles, do ouvir e ajudar no que se puder, de ser mais um amigo. Quanto á parte desportiva, temos que ensinar e cimentar os fundamentos básicos. Estamos a falar em aspectos de coordenação motora, escola de corrida, passe, drible, lançamento, leituras do jogo, aspectos básicos mais simples. Com o evoluir do atleta, vai-se passando para outras fases. È importante, nós  treinadores, não «queimarmos» nenhuma fase da " vida" desportiva do atleta. Também importante é não criarmos expectativas a mais num atleta que nos cadetes até pode ir a selecção nacional, mas dizer que tem de continuar a trabalhar para ele e em prol da equipa, até porque a equipa está acima de tudo e de todos. São aspectos, todos eles muito importantes na formação de um atleta.
Tenho tanto gosto em treinar competição e formação, a única diferença, juntando á realidade de hoje e da nossa sociedade, para mim como treinador neste momento dá mais gosto treinar uma equipa da formação do que sénior amadora. Porque? Porque, por muito que tenhas jogadores seniores, há certas e determinadas situações que não podes prever, por exemplo o abandono de uma atleta por motivos profissionais, ou por ter que cuidar dos filhos, ou porque tem férias com a mulher, etc. etc. Ou tens uma equipa onde  são quase todos jovens que dependem dos pais, estudam, e não trabalham, assim ficando mais disponíveis para o desporto... são tudo aspectos em que não podemos fazer nada, porque se trata de uma equipa amadora. Custa muito a um treinador preparar um treino para X jogadores e afinal apareceram X-3 ao treino. É desmotivante, não consegues trabalhar. Nas equipas de formação, tens aqueles atletas e sabes que 95% deles vão acabar a época e até continuam no clube, para um treinador (falo por mim), dá mais motivação para treinar e ver a progressão deles no mundo do basquete.

 

És leitor do DesportoAveiro?


Diariamente.

 

- - - - - - - - - -

 

FICHA

 

Nome completo: João Miguel Costa Oliveira

Data de nascimento: 25/12/1976

Clubes: Beira -Mar (1996/1999 Minis); GDG (1999/2002, Cadetes, Júniores B e Juniores A);
           Galitos (2002/2006 Minis, Cadetes e Juniores B)
           Beira-Mar (2006/2008 Seniores Masculinos)
           GDG (2009/2010 Seniores Femininos» 

 

publicado por Pedro Neves às 09:47
link | Faça o favor de comentar! | ver comentários (1) | favorito
Terça-feira, 30 de Março de 2010

ENTREVISTAS DESPORTOAVEIRO (5) / João Casa Nova, basquetebolista da Universidade de Aveiro

 

«Tenho que agradecer aos meus amigos que me trouxeram para o basquetebol»

 

Quando e onde é que começaste a jogar basquetebol?

Comecei no Beira-mar, no último ano de Minibasquete, onde estive apenas durante uns meses, para mais tarde regressar ao clube, já com idade de cadete.

 

Ao longo dos anos que já levas de basquetebol, o que é que a modalidade te deu de melhor?

Os amigos...tenho amigos em todo o lado, em todos os pavilhões...graças ao basquetebol. Tenho muito que agradecer aos meus amigos que me trouxeram para o basquetebol.

 

E desilusões? Tiveste alguma?

Muitas. Muitos títulos e outros objectivos perdidos, muitas lesões em momentos chave e a consequente desilusão de não poder ajudar os meus colegas. Mas, olhando friamente para trás, fica o sentimento de sucesso, porque trabalhei sempre no máximo das minhas capacidades para alcançar os objectivos a que me propunha...assim como os meus colegas. Tive a sorte de estar inserido em grupos, esmagadoramente constituídos por jogadores/treinadores e staff com grande entrega.

 

A UA deu por concluída mas uma participação no CNB2. Que balanço fazes desta época?

Apesar de inúmeros percalços, foi mais uma época positiva. Continua a causar alguma estranheza o facto de nós não levarmos o CNB2 com o mesmo “espírito” que os nossos oponentes. A verdade é que estes jogos servem como treino, e os nossos oponentes acabam por ser colegas de treino. O CNB2 é uma plataforma muito valiosa para que jogadores e o técnico possam errar, experimentar, procurar diferentes soluções para os problemas que nos podem esperar mais tarde na nossa época. O treino foi bom porque permitiu isto tudo, sendo que pela primeira vez em alguns anos, desde que me lembro, se conseguiu o primeiro lugar no ranking nacional de apuramento da época.

 

Os CNU's são o principal objectivo da equipa?

São “O objectivo”!! Primeiro, chegar lá, depois chegar à final, depois vencer a final. Trabalhamos oito meses para um momento competitivo...temos muito tempo de trabalho colectivo e individual, a pensar especificamente neste momento. Assumimos, desde que este projecto se tornou num projecto federado, que o nosso “core-business” iriam ser sempre os campeonatos universitários. Seria pouco sério e viável, na minha opinião, inverter as prioridades.

 

Jogaste muitos anos no Galitos. É um clube especial para ti?

É o meu clube. É o meu pavilhão e faz parte de um passado muito bom. Foi nele que me formei como jogador e foi nele que entendi o que o basquetebol tinha para me oferecer. Há dois pavilhões muito especiais para mim, em Aveiro: O do Galitos e o da Universidade de Aveiro.

 

Gostas de outras modalidades?

Adoro ciclismo (especialmente as clássicas da primavera), futebol e gosto de jogar à bola com os meus amigos...especialmente no verão.

 

És leitor do DesportoAveiro?

Desde o seu início e sou um fã, especialmente pelo acompanhamento que dás ao basquetebol, desde a formação aos clubes seniores. Se quero saber novidades...vou ao Desporto Aveiro.

 

- - - - - - - -

 

FICHA

 

Nome completo: João Casa Nova

Data de nascimento: 08/08 /1983

Local de nascimento: Lisboa

Altura: 1,93      

Peso: 97kg

Clubes: Beira-mar, Galitos, AAUAv

Títulos: Duas vezes Campeão Universitário, Campeão Nacional da Divisão 2A (equivalente ao CNB1), 2 vezes Campeão Distrital de Juniores A e Campeão Distrital de Juniores B

publicado por Pedro Neves às 22:43
link | Faça o favor de comentar! | ver comentários (3) | favorito
Segunda-feira, 22 de Março de 2010

ENTREVISTAS DESPORTOAVEIRO (4) / Fernando Borges, o homem das estatísticas

 

 

«É diferente e melhor do que estar na bancada!»

 

Como é que começaste a fazer estatísticas aos jogos de basquetebol?
Eu era seccionista do Esgueira e nessa época o clube não tinha ninguém que fizesse a estatística, mesmo a pagar o trabalho. Como já estava ligado aos seniores, ofereci-me (sem remuneração) a fazer o trabalho e desde aí continuei a fazer a estatística dos jogos. Neste momento, estou a fazer a estatística dos jogos em casa do Illiabum e da AD Vagos para a Liga e também a estatística do Vagos para a Liga Feminina.

 

É uma função bem remunerada ou simplesmente é uma função que exerces por gostares da modalidade?
Quanto a remuneração, é óbvio que poderia ser mais bem paga, mas para mim, esse factor é de certa forma secundário. Para mim é um prazer e um privilégio estar na mesa junto dos Oficiais de Mesa, Árbitros, Treinadores, Jogadores etc e  "sentir" o jogo com as suas incidências. É diferente e melhor do que estar sentado na bancada a assistir ao Jogo.

 

No teu passado recente, consta também uma passagem pelo Esgueira, como Director, certo?
Sim, fui Director do Esgueira, ou melhor, fui secretário da Direcção. Foi uma experiência gratificante e foi um prazer acompanhar o clube durante as épocas em que fui também seccionista dos seniores do Esgueira. Agradeço, aqui, publicamente a simpatia do Presidente Mário Soares e de todas as pessoas ligadas ao clube. Queria ainda deixar também uma palavra de agradecimento ao Leopoldo (ex seccionista). O Esgueira ficou na minha memória e tem sempre uma porta aberta para no futuro contar com a minha colaboração.

 

Como é que analisas o estado actual do basquetebol em Portugal? 

Quanto à organização das provas, creio que ainda existe muito para aperfeiçoar.

Quanto à competição, lamento que, ano para ano, a qualidade do basquete tenha vindo a diminuir drasticamente e cada vez se veja menos adeptos nas bancadas. Creio que seria benéfico para a modalidade não existir restrição na inclusão de atletas estrangeiros nas equipas. Com a vinda de mais atletas, poderia elevar-se a qualidade dos jogos e para o público em geral seria uma forma de “chamar” mais pessoas aos pavilhões. Por outro lado, para os atletas de formação, teriam “referências” de atletas e mais motivação para praticar a modalidade.

Dada a precária situação financeira com que a grande maioria dos clubes se defronta, creio que seria urgente tomar medidas para aliviar os encargos dos clubes (despesas com arbitragem, polícia e deslocações).

Para cativar mais apoios das empresas, o Estado poderia criar alguns incentivos fiscais para alargar os patrocínios das empresas aos diversos clubes que praticam a modalidade.

 

Costumas visitar o DesportoAveiro?
Visito semanalmente. E quero dar-te os parabéns pelo teu trabalho. Como também tenho um blog   http://basket2009.livejournal.com/ sei a dificuldade e a "trabalheira " que dá em alimentar diariamente um blog. O trabalho de recolha e de edição, rouba-nos muito tempo e se não houver "prazer" neste trabalho, é complicado manter e sustentar um blog.
O teu blog é muito útil para semana a semana sabermos as novidades do basquete aveirense.
Lamento apenas que o teu trabalho não seja, por vezes, reconhecido e que ainda surjam comentários desagradáveis. Mas como popularmente se diz "os cães ladram mas a caravana passa". Força e aguardo o teu novo "Site" .

Categorias:
publicado por Pedro Neves às 22:00
link | Faça o favor de comentar! | ver comentários (1) | favorito
Quarta-feira, 17 de Março de 2010

ENTREVISTAS DESPORTOAVEIRO (3) / EMANUEL SECO, Treinador de basquetebol

 

 

«O Sampaense foi o melhor clube que treinei!»
 
A que se deveu esta pausa na tua carreira: opçao própria ou falta de convites?
 
Opção própria. Poderia ter continuado no Sampaense como era intenção dos seus responsáveis! Mas, as viagens e o tempo ocupado por sessão de treino, não possibilitavam desempenhar o trabalho necessário e sério para as exigências da competição.
 
Mas é possível regressares ao activo?
 
Não coloco de parte essa possibilidade. Foram 29 anos como treinador, 20 dos quais ligado a equipas seniores! Não é fácil tomar a decisão que tomei, mas a minha família também pesou muito na minha decisão. Tenho dois filhos ainda pequenos que precisam da minha presença e acompanhamento.
 
Como é que correu a experiência no Sampaense?
 
Foi de longe o melhor clube que tive o prazer de treinar! Pessoas sérias, humildes e cumpridoras das suas obrigações! É um clube que respira basquetebol e que tem imensas dificuldades no recrutamento de jogadores pela situação geográfica. No entanto, tem sabido acarinhar os que acreditam nos seus responsáveis e no momento presente tem um grupo de jogadores que permitirão encarar o futuro com optimismo no escalão maior do basquetebol!
 
E o que é que correu mal no Aveiro Basket?
 
O Aveiro Basket foi mais um projecto que acabou por morrer, tendo na minha opinião, logo á nascença a morte traçada! Nunca houve uma grande empatia dos clubes com o projecto em si. Os responsáveis do Aveiro Basket também nunca conseguiram ganhar essa empatia e assim sendo, o destino estava traçado! Começou por ser um projecto altamente ambicioso, talvez até demais para o envolvimento da cidade e … foi uma completa desgraça. As dividas permaneceram! Ninguém é responsável. E muitos, entre os quais eu próprio, nunca receberão o que tinham direito!
 
O Sangalhos foi o clube que mais te marcou?
 
Naturalmente que sim. Uma final perdida e dois campeonatos da 1ª. Divisão seguidos, constituíram os momentos mais altos da minha vida desportiva.
 
O que é que agora consegues fazer e desfrutar por não estares a trabalhar no basquetebol?
 
Ter fins de semana para desfrutar com a minha família, amigos e claro, ver basquetebol!
 
 Costumas visitar o DesportoAveiro?
 
Quase todos os dias. Sempre manifestei o excelente trabalho que tens feito em prol do basquetebol Aveirense e não só! E mesmo quando foi para eu «levar na cabeça», nunca deixei de visitar o site!
 
- - - - - - - - - - -
 
O que pensas de:
 
Orlando Simões
 
Experiente e conhecedor do jogo. Apenas lhe falta treinar um grande clube, mais concretamente o Benfica ou Porto, pois a Ovarense já faz parte do curriculum! Um dos responsáveis pelo êxito alcançado no Europeu.
 
Francisco Gradeço
 
Bom treinador, com um domínio evidente dos aspectos teóricos e metodológicos da modalidade.
 
Ricardo Paulo
 
Enquanto responsável do Aveiro Basket, sempre foi um director que me apoiou no meu trabalho, estando sempre do meu lado. As dificuldades existentes não permitiram fazer melhor.
 
 
Carlos Lisboa
 
O melhor jogador português de todos tempos!
 
Nuno Ferreira
 
Treinador, dedicado, serio, honesto, trabalhador e que tive a felicidade de ter ao meu lado no momento mais alto que vivi no Sangalhos.
 
Mario Saldanha
 
            -
 
Jason Robinson
 
Um bom praticante que passou pelo nosso país, tendo evoluído tecnicamente nos nossos campeonatos da Proliga e Liga, rumando ao forte campeonato espanhol! Neste momento penso que está a jogar numa equipa da LEB de ouro, com media de 14 pontos por jogo!
 
Diogo Simões
 
Um «cérebro» dentro de campo! O «base» que qualquer treinador gosta de ter! Capaz de colocar em jogo os pontos fortes dos colegas de equipa e também de resolver quando achar que o deve fazer. Dos melhores «bases» que tive o prazer de treinar.

 

Categorias:
publicado por Pedro Neves às 23:29
link | Faça o favor de comentar! | ver comentários (3) | favorito

Pedro Neves

pesquisar

 

Junho 2012

Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1
2

3
4
5
6
7
8
9

11
12
13
14
15
16

17
18
19
20
21
22
23

24
25
26
27
28
29
30


Textos recentes

ENTREVISTAS DESPORTOAVEIR...

ENTREVISTAS DESPORTOAVEIR...

ENTREVISTAS DESPORTOAVEIR...

ENTREVISTAS DESPORTOAVEIR...

ENTREVISTAS DESPORTOAVEIR...

ENTREVISTAS DESPORTOAVEIR...

ENTREVISTAS DESPORTOAVEIR...

ENTREVISTAS DESPORTOAVEIR...

ENTREVISTAS DESPORTOAVEIR...

ENTREVISTAS DESPORTOAVEIR...

Categorias

ad vagos

basquetebol / cnb1

basquetebol / cnb2

basquetebol / formação

basquetebol / liga

basquetebol / proliga

beira-mar

esgueira

feirense

futebol / 1ª divisão distrital

futebol / 2ª divisão nacional

futebol / formação

futebol / liga

futebol / liga de honra

gafanha

galitos

illiabum

liga desportoaveiro

oliveirense

sanjoanense

todas as tags

Sugestões DesportoAveiro